Definitivamente o futuro da PEC 32 ainda não está decidido, apesar das dificuldades que o governo tem em reunir os 308 votos necessários. O fato é que o governo e os empresários, estes últimos que acabaram de garantir um reforço no cofre com as desonerações fiscais, agora se voltam para a aprovação da reforma administrativa. Para isso, garantiram mais munição, a aprovação da PEC dos Precatórios (PEC 23/2021) na Câmara dos Deputados liberou um “espaço” de R$ 16 bilhões para emendas parlamentares no orçamento, pelo que se especula. Para não deixar dúvidas sobre suas intenções, nessa quinta-feira, 11, Jair Bolsonaro (sem partido) e Paulo Guedes mostraram um discurso afinado e pediram que os empresários atuem em favor da reforma administrativa.
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Em live divulgada em suas redes sociais, Bolsonaro disse que, após o governo decidir manter a desoneração da folha de pagamento até 2023, empresários assumiram o compromisso de ajudar na aprovação da PEC dos Precatórios e da reforma administrativa. Conforme o próprio Bolsonaro, a desoneração fará com que o governo deixe de arrecadar cerca de R$ 8 bilhões por ano. Em um evento do banco Itaú, Guedes deu declarações na mesma linha: Ok, vamos impedir a reoneração, não queremos demissões, queremos criar empregos, mas nos apoiem na reforma administrativa , disse Guedes, como se tivesse algum compromisso com a geração de empregos. Na mesma atividade, o ministro da Economia também ressaltou a intenção de aprovar a reforma ainda neste ano, o que deve ligar o sinal de alerta neste final de ano.
Os banqueiros e os grandes empresários são a grande esperança e fator de estabilização do governo, neste momento, para conseguir aprovar uma reforma impopular e sobre a qual tem pesado a pressão de servidores e servidoras em defesa dos serviços públicos. A importância desse setor para Bolsonaro e Guedes cresceu após o Supremo Tribunal Federal (STF) proibir as emendas de relator no orçamento secreto, que vinham sendo utilizadas pelo governo para comprar votos de deputados e deputadas. Agora, para convencer os parlamentares, eles contam também com a pressão do dinheiro dos financiadores das campanhas enquanto buscam outra via para liberar emendas secretas.
Por outro lado, a luta contra a PEC 32 segue. Em todo o país, servidores e servidoras estão atuando de forma organizada para derrotar a reforma, nas ruas e nas redes sociais. Semana após semana, em Brasília, parlamentares são recebidos com atos nos aeroportos, além de outras atividades de mobilização que vêm sendo realizadas na capital federal e nos estados. Nas redes sociais, as categorias vêm se movimentando para enviar mensagens aos deputados e deputadas cobrando voto contrário à PEC. A insígnia da pressão é clara: se votar não volta . É a essa posição que o governo busca se contrapor a partir do poder econômico dos financiadores. E a afinação com o mercado, nesse sentido, é grande: na última semana, por exemplo, o banqueiro Luiz Carlos Trabuco Cappi, do Bradesco, publicou artigo no jornal O Estado de S. Paulo defendendo o sonho das reformas.





Envie mensagens a deputados e deputadas do RS e pressione contra a PEC 32!
Se você não enviou, envie. Se já fez, envie novamente. A luta contra a PEC 32/2020 precisa ser intensificada, pois a proposta pode ser votada no plenário da Câmara em outubro. Para aprovação, o governo precisa de 308 votos (três quintos) e vai fazer de tudo para conseguir.
O futuro dos serviços públicos e os direitos da população e dos servidores e servidoras está ameaçado pela reforma administrativa (PEC 32/2020) de Guedes e Bolsonaro. Por isso, vamos aumentar a mobilização. A pressão sobre deputados e deputadas tem que ser total. Mande mensagens por WhatsApp e e-mail, comente nas redes sociais deles. Com nossa mobilização, podemos derrotar essa proposta.
Já enviaram ao Sintrajufe/RS mensagens no mesmo sentido as deputadas Fernanda Melchionna (Psol) e Maria do Rosário (PT) e os deputados Bohn Gass (PT), Henrique Fontana (PT), Heitor Schuch (PSB), Marcon (PT), Paulo Pimenta (PT) e Pompeo de Mattos (PDT). O PSB também já manifestou posição contra a proposta, assim como o deputado Afonso Motta (PDT).
Veja abaixo os contatos dos deputados do PTB e do Republicanos:

Já votou contra os serviços públicos e a favor da PEC 32 na CCJ e na Comissão Especial da Câmara.
MARCELO MORAES (PTB)
E-mail: [email protected]
Facebook: https://www.facebook.com/oficial.marcelomoraes/
Instagram: https://www.instagram.com/depmarcelo.moraes/
Whatsapp: 51 998331412

MAURíCIO DZIEDRICKI (PTB)
E-mail: [email protected]
Facebook: https://www.facebook.com/DepMauricioRS
Instagram: https://www.instagram.com/depmauriciors/
Twitter: https://twitter.com/DepMauricioRS

CARLOS GOMES (REPUBLICANOS)
E-mail: [email protected]
Facebook: https://www.facebook.com/carlosgomesdep/
Instagram: https://www.instagram.com/carlosgomesdep/
Twitter: https://twitter.com/carlosgomesdep















