SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE

Pode ser evitado

Sintrajufe/RS realiza ato simbólico em frente ao TRF4 exigindo fechamento do prédio, a exemplo do que fizeram os demais tribunais

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O Sintrajufe/RS realizou, nesta quarta-feira, 17, ato público em frente ao TRF4, em Porto Alegre. O objetivo da atividade, que reuniu apenas dirigentes do sindicato por medidas de segurança sanitária, foi cobrar do presidente do tribunal, desembargador Victor Laus, o fechamento do prédio, a exemplo do que foi feito por todos os outros órgãos do Judiciário Federal e do Ministério Público da União no Rio Grande do Sul, neste momento mais grave da pandemia no estado e no país.

Ainda em fevereiro, quando o quadro da pandemia começava a agravar-se no Rio Grande do Sul e no Brasil, o Sintrajufe/RS enviou ofício às administrações defendendo o fechamento dos prédios. A priorização do trabalho remoto é a posição defendida pelo sindicato desde o início da pandemia. O TRF4 foi o único que não atendeu ao pedido, tendo respondido negativamente à solicitação apenas em 3 de março. Assim, no dia 5, o Sintrajufe/RS realizou vistoria no prédio, encontrando diversos problemas e riscos à saúde dos trabalhadores e das trabalhadoras, servidores ou terceirizados, que atuam no local. O trabalho presencial está sendo feito em diversos setores, em especial da área administrativa, mas chamou a atenção o Núcleo de digitalização (Nudipro), com processos para os quais não há urgência, expondo servidores e servidoras, terceirizados e terceirizadas, sem necessidade. Na unidade, há quase 30 pessoas trabalhando, entre servidores e servidoras, além de trabalhadores e trabalhadoras com deficiência que atuam no setor. O sindicato teve informação de três casos de contágio pela Covid-19. No dia da vistoria, também foi visitada a Divisão de Manutenção, no qual, como no Nudipro, havia excedente de servidores e servidoras em trabalho presencial com relação ao previsto na resolução do próprio tribunal.

Nesse contexto, o sindicato decidiu realizar ato em frente ao tribunal. A diretora Clarice Camargo e os diretores Marcelo Carlini, Paulo Guadagnin e Zé Oliveira estiveram em frente ao prédio, com uma faixa com os dizeres “Des. Laus, a digitalização dos processos pode esperar! Suspenda o trabalho presencial que pode ser evitado!”. O diretor Zé Oliveira lembrou que os servidores e as servidoras estão mantendo as atividades do tribunal em funcionamento de forma remota, mas que, mesmo assim, a Presidência insiste em manter trabalho presencial, colocando as pessoas em risco, em trabalho que poderia ser realizado remotamente e, como no caso do Nudipro, para o qual não há urgência frente à gravidade da pandemia. Além disso, destacou, há setores trabalhando com mais servidores do que a resolução do próprio TRF4 determina. Cobrou, assim, que haja sensibilidade para suspender imediatamente todas as atividades e manter no presencial só as que, realmente, não puderem ser realizadas remotamente.

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