SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE

PLANO DE SAÚDE

Sintrajufe/RS reúne-se com presidente do TRT4 e solicita renegociação ou parcelamento do reajuste da Unimed

Ler conteúdo

Nesta sexta-feira, 3, o Sintrajufe/RS reuniu-se com a presidente do TRT4, desembargadora Carmen Gonzalez. O assunto foi o reajuste em 23,44% do plano de saúde (Unimed) a partir de novembro, com desconto de dois meses na folha de dezembro. O sindicato também solicitará audiência com o desembargador Francisco Rossal de Araújo, que toma posse hoje à tarde como presidente do tribunal.

O Sintrajufe/RS foi representado na reunião pelas diretoras Arlene Barcellos e Cristina Viana e pelos diretores Paulo Guadagnin, Ramiro López, Walter Oliveira e Zé Oliveira.

A direção do sindicato explicou que, mesmo sendo este o último dia da desembargadora Carmen Gonzalez à frente do TRT4, o entendimento é de que se está tratando com a administração, independentemente da troca de gestão. Além disso, a questão é urgente e seus impactos serão sentidos em dezembro. Foi lembrado que, na primeira reunião logo após a posse da desembargadora na Presidência, o sindicato solicitou assento nas discussões sobre o plano de saúde, uma vez que servidores e servidoras são, numericamente, a maioria a sofrer impactos por qualquer medida que fosse tomada. Dirigentes da entidade criticaram que isto não foi observado na aplicação do reajuste, o qual o sindicato ficou sabendo a partir da mensagem enviada pela administração a servidores e servidoras.

Foi registrado que o reajuste afetará bastante as faixas etárias acima de 59 anos. Ainda, os e as dirigentes afirmaram que a redução no uso do plano de saúde, devido à pandemia, deveria ter sido considerada na negociação do reajuste. A direção indagou se haveria a possibilidade de reabrir a negociação, a fim de evitar o desconto do novo contrato em dezembro.

Presidente do TRT4 diz que negociação com Unimed chegou ao percentual possível

A presidente do TRT4 disse que, até este ano, o índice do contrato “sempre nos foi favorável” e que a Unimed por vezes buscou a modificação, mas a administração manteve o estabelecido em contrato. No entanto, neste ano, “o índice pulou como nunca havia pulado”, afirmou.
 
A desembargadora disse que foram feitas diversas reuniões, com a Unimed, foi “uma batalha”, e, nesse ponto, afirmou que se “penitenciava” por não ter incluído o Sintrajufe/RS e a Amatra IV no processo de discussão. Segundo a presidente do TRT4, argumentos como o congelamento salarial de servidores, servidoras, magistrados e magistrados, assim como a informação de redução no número de consultas e exames no último período, pesaram para que fosse conseguida redução do reajuste, de 35% para 23,44%.  “Apesar de não ser ideal, foi um ganho para o nosso tribunal”, avaliou.
 
Ainda segundo a desembargadora, houve uma tentativa do tribunal de que o reajuste fosse implementado a partir de janeiro, a fim de buscar equilibrar, para a maioria, com o aumento do subsídio na assistência médica e odontológica determinado pelo Conselho Superior da Justiça do Trabalho. No entanto, a Unimed não teria aceitado abrir mão do período, o que teria levado o TRT4 a negociar a cobrança a partir de dezembro, contando com a devolução dos valores das consultas médicas do exercício de 2021.


Sindicato propõe suspensão ou parcelamento dos valores

“Não vejo muito o que possa ser feito”, disse a desembargadora Carmen Gonzalez depois de falar sobre o processo de negociação. A direção do Sintrajufe/RS ressaltou que, se tivesse participado do processo, o sindicato poderia ajudar a fortalecer a pressão sobre a Unimed. De acordo com os e as dirigentes sindicais, a Unimed, apesar de ser cooperativa, age como empresa.
 
A direção avaliou que o reajuste do subsídio concedido pelo CSJT é uma luta histórica, fruto de reuniões, negociações, briga orçamentária, quando se consegue dar um passo, furando um congelamento que vem desde 2015, “a Unimed abocanha tudo”. A proposta, considerando que a folha ainda não foi fechada, é que o TRT4 adie ou suspenda o desconto ou parcele os valores, principalmente considerando colegas com faixas etárias acima de 59 anos e/ou que tenham dependentes que não são abrangidos pelo subsídio. Dessa forma, evita-se o desconto, em uma única parcela, dos valores com reajuste dos meses de novembro e dezembro.
 
Carmen Gonzalez disse que não faria isso, porque a decisão foi feita “de forma amadurecida e, do meu ponto de vista, foi o melhor”. Diretores e diretoras informaram que o Sintrajufe/RS levará o pleito ao desembargador Francisco Rossal e, quanto a isso, a desembargadora se comprometeu a conversar com o futuro presidente do TRT4 sobre o pleito, já adiantando que o sindicato solicitará uma reunião com ele.
 
Ao final da reunião, a direção expressou para a desembargadora que a gestão dela, na relação com o sindicato, teve vários embates e conflitos, mas também foi marcada pelo diálogo, que o Sintrajufe/RS sempre buscou, pautou e defendeu. A presidente do TRT4 salientou a relação de diálogo e respeito da entidade e, retornando ao gabinete, se mantém aberta nos temas que possa auxiliar.