SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

28º ENCONTRO DE APOSENTADOS

Na tarde de quinta-feira, 27, Encontro de Aposentados do Sintrajufe/RS teve informes sobre ações judiciais, painel sobre saúde mental, atividade de musicoterapia e escolheu nova coordenação

Após a palestra da manhã, o 28º Encontro Estadual de Aposentados, Aposentadas e Pensionistas do Sintrajufe/RS teve continuidade na parte da tarde com mais atividades no Salão Multicultural Alê Junqueira, na sede do sindicato. Após o almoço, foram apresentados informes da assessoria jurídica, foi realizado um painel sobre saúde mental e os e as presentes também participaram de uma atividade lúdica de musicoterapia.

A primeira mesa tratou das ações judiciais mais importantes para a categoria neste momento, com especial atenção às que envolvem aposentados e aposentadas. O painel foi mediado pelas diretoras Carmen Ribeiro e Cristina Viana. Representaram o escritório Silveira Martins e Hübner (SMH), que presta assessoria jurídica ao sindicato, o advogado Felipe Néri e a advogada Cintia Bettio.

Na abertura da mesa, a diretora Arlene Barcellos, que também é coordenadora da Fenajufe, apresentou, diretamente de Brasília, relatos sobre o andamento de algumas pautas da categoria, como a reposição salarial e o adicional de qualificação. Aprovados os projetos, a busca agora é pela sanção do presidente Lula (PT) e pela garantia de recursos, nos tribunais, para pagar o AQ tão logo seja sancionado. Ela também tratou da luta pelos quintos e das ações diretas de inconstitucionalidade (ADIs) que tratam da reforma da Previdência de 2019 e aguardam a finalização do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF).

Essas ADIs foram, também, a pauta principal da fala dos advogados do SMH, especificamente no ponto referente à tabela progressiva de cobrança de alíquota, implementada pela reforma de Jair Bolsonaro (PL). Nesse caso, a votação no STF está empatada em cinco a cinco, aguardando apenas o voto do ministro Gilmar Mendes, embora os demais votos ainda possam ser modificados até o final do julgamento, que ainda não tem data confirmada. Caso o STF declare a inconstitucionalidade da progressividade, vai ser possível evitar majorações para uma faixa da categoria, destacaram os advogados.

Outras ações também constaram nos informes do SMH, como a que trata do abono permanência, que foi julgada procedente no TRF4 e abrange todos os sindicalizados e sindicalizadas; a referente à cobrança do PSS sobre diversas parcelas remuneratórias; a aplicação do Estatuto do Idoso nos contratos de planos de saúde; a isenção de imposto de renda para abono especial; e a ação que pede correção monetária da vantagem pessoal decorrente dos quintos. Veja AQUI cartilha distribuída no encontro que explica a situação dessas e de outras ações judiciais.

Envelhecer sob a perspectiva da psicanálise

A seguir, foi apresentado o painel “Envelhecer sob a perspectiva da psicanálise – para além dos aspectos biológicos e culturais”, tendo como palestrante a psicóloga clínica Patrícia Venturela. Em sua fala, em primeiro lugar, ela traçou uma linha do tempo do envelhecimento humano pós 1950, destacando as diversas mudanças na sociedade e nos indivíduos no período, relacionadas, por exemplo, à medicina, ao saneamento, às políticas públicas, à qualidade de vida, à prevenção de doenças e à longevidade. Essas mudanças, destacou, alteraram a forma de se lidar com o envelhecimento. Nesse contexto, questionou: Enquanto os dados mostram que vivemos mais, a psicanálise pergunta como cada sujeito significa esse viver?

Com essa questão em mente, os e as presentes foram convidados a olharem embaixo de suas cadeiras. Havia algumas perguntas espalhadas pelo salão, e quem estava nas cadeiras com as perguntas foi convidado a respondê-las. Essas perguntas, ou reflexões, tratavam de temas como o sentido do envelhecimento, a qualidade de vida nessa etapa da vida, os desejos e o uso do tempo.

Essas perguntas geraram reflexões a partir das quais Venturela explicou o funcionamento do inconsciente e suas implicações para os idosos. Reforçou a importância de se reconhecer na sua faixa etária, encontrar beleza em si mesmo e nos outros, se olhar no espelho e se relacionar bem com a própria imagem. Disse, ainda, que existem “as” velhices, não apenas uma, e que cada um vai ter a sua, do seu jeito, de forma que essas diferentes perspectivas devem ser respeitadas, buscando sempre a realização dos desejos. E destacou que “em grupo somos mais fortes”, o que reforça a importância de espaços como o sindicato e, especificamente, a convivência dos aposentados e aposentadas da categoria dentro das atividades da entidade.

Musicoterapia

Após o painel sobre psicanálise e envelhecimento, o bacharel em Música Everton Gonçalves Pires apresentou uma breve história da música e da musicoterapia. Ele destacou a importância, para os aposentados, de descobrir coisas novas e se dedicar a algo que nunca experimentaram – ou desenvolver algo sobre o que já se interessavam. A música, apontou, cumpre muito bem esse papel. A musicoterapia, por sua vez, se utiliza da música e da linguagem não verbal para estabelecer ou restabelecer a comunicação intra e inter pessoal, privilegiando o som e não a palavra, construindo experiências musicais. Ao final, ele propôs algumas atividades lúdicas em que os e as presentes puderam experimentar recursos da musicoterapia.

Nova coordenação do NAF

Antes de o Encontro ser encerrado com um coquetel e a confraternização final, os e as presentes ainda elegeram a nova coordenação do Núcleo dos Aposentados, Aposentadas e Pensionistas do Judiciário Federal e do MPU do Rio Grande do Sul (NAF). Por aclamação, ela será composta da seguinte forma no biênio 2025/2026:

Titulares: Carmen Ribeiro e Marli Da Campo Zandoná

Suplentes: Márcio Martins e Silvia Moro