SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

SAÚDE

Diretora do Sintrajufe/RS participa do I Colóquio Internacional Psicanálise e Crítica Social do Trabalho

A diretora do Sintrajufe/RS Mara Weber participou do I Colóquio Internacional Psicanálise e Crítica Social do Trabalho, na mesa “Discurso capitalista, colonialidade e atos de violência”. O evento foi realizado na Universidade de Brasília, nos dias 5 e 6 de março, sob a coordenação da professora Ana Magnólia Mendes, com a participação de representantes de instituições públicas, sindicais e acadêmicas.

A conferência de abertura do evento foi proferida por Emílio Peres Facas, professor da Universidade de Brasília, sobre “Discurso neoliberal e seus mitos: de que trabalho falamos?”. A professora Ana Magnólia Mendes falou sobre “Trabalho subversivo do desejo”, a respeito das contradições entre os indivíduos e a estrutura burocrática das instituições.

Ao longo de dois dias, foram realizadas palestras, mesas-redondas e lançamento de livros, tendo como foco trabalho, sofrimento psíquico e as estruturas sociais que produzem violência institucional.

“O Colóquio foi um espaço importante de compartilhamentos de saberes e reflexão sobre os mecanismos que dão origem às violências no trabalho, através do discurso capitalista da eficiência e produtividade, que promete liberdade, onipotência e felicidade, mas entrega solidão, culpa e  sofrimento patogênico”, avaliou Mara Weber. Na opinião da dirigente, a psicanálise é um recurso importante para compreender o que leva a classe trabalhadora a aderir ou se submeter a esses modelos produtivistas que idealizam um modelo inatingível.

Conforme Mara Weber, eventos como esses, de trocas de conhecimento e experiências, “nos fortalecem e contribuem para que os sindicatos construam políticas de enfrentamento a essas violências”. A diretora entende que a construção de saídas coletivas é fundamental e passa por acolhimento, escuta e “rompimento desse discurso tirânico”. Especificamente sobre o Judiciário, Mara afirma que “precisamos enfrentar coletivamente o modelo de gestão assediante imposto pelo CNJ, a fim de defendermos a saúde física e mental da nossa categoria e evitarmos que mais colegas sofram, adoeçam e morram”.