Em greve, educadores e educadoras da rede estadual do Rio Grande do Sul realizaram nesta quinta-feira, 16, um ato público contra a concessão de 98 escolas estaduais à iniciativa privada por meio de uma parceria público-privada (PPP) do governo de Eduardo Leite (PSD). A mobilização ocorreu após o governo estadual anunciar a suspensão do leilão, que estava marcado para o dia 23 de julho, na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo. A suspensão cumpriu medida cautelar publicada pelo conselheiro Estilac Xavier, do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul (TCE-RS), na quarta-feira, 15.
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Como a suspensão determinada pelo TCE-RS não encerra o processo de concessão, o Cpers Sindicato manteve a greve em todo o estado, aprovada de assembleia geral. Na manhã desta quinta-feira, 16, em Porto Alegre, foi realizado um ato em frente à 1ª Coordenadoria Regional de Educação, no bairro Menino Deus.
Depois, os e as manifestantes seguiram em caminhada até a Secretaria Estadual da Educação (Seduc), no bairro Praia de Belas, para denunciar o projeto do governo Leite, “que acumula questionamentos sobre sua viabilidade econômica e administrativa, além dos impactos que pode causar à educação pública”, segundo publicado em rede social do Cpers. Outros atos estão previstos em várias cidades do interior.
A PPP prevê a concessão dos serviços de infraestrutura, manutenção, limpeza, alimentação e conservação de 98 escolas estaduais por um período de 25 anos, em um contrato estimado em R$ 4,8 bilhões.
Para o Cpers, a proposta representa um processo de privatização da educação pública, e a entidade entende que os recursos previstos para a parceria deveriam ser investidos diretamente na rede estadual. A entidade pretende intensificar a campanha “Não venda a minha escola” e a pressão para que o governo estadual cancele definitivamente a PPP.
Com informações de Cpers e Brasil de Fato















