O Dia dos Trabalhadores deste ano terá, no Rio Grande do Sul, atividades descentralizadas, com ações em cinco cidades do estado. Promovido pela CUT/RS e outras entidades sindicais, o “Festival dos Trabalhadores e das Trabalhadoras” vai acontecer em um contexto de possibilidade concreta de avanço em duas das pautas centrais da classe neste momento: o fim da escala 6×1 e a regulamentação da Convenção 151, ambas objetos de projetos de lei apresentados pelo governo Lula (PT) nesta semana: o PL 1838/2026 e o PL 1.893/2026.
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Nos últimos dias, o governo enviou ao Congresso dois projetos que vêm sendo reivindicados pelos trabalhadores, sindicatos e centrais. Um deles acaba com a escala de trabalho 6×1 no Brasil e reduz a jornada semanal máxima de 44 para 40 horas. O outro regulamenta a Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que trata da negociação coletiva no serviço público. Ambas as pautas foram tema da Marcha da Classe Trabalhadora, realizada nesta semana em Brasília, e, dada a resistência dos grandes empresários e de setores da imprensa e do parlamento, só poderão avançar com mobilização.
O “Festival dos Trabalhadores e das Trabalhadoras” terá atividades em Porto Alegre, Caxias do Sul, Santa Maria, Passo Fundo e Pelotas. Sob o lema “lutar, celebrar e ocupar as ruas”, a atividade une apresentações culturais, feiras de economia solidária e a defesa de pautas essenciais para a classe trabalhadora. A data terá como eixo reivindicações como o fim da escala 6×1, a redução da jornada de trabalho sem redução de salários, o combate à pejotização, a defesa e valorização dos serviços públicos, contra a reforma administrativa, o enfrentamento aos feminicídios e a defesa da democracia e da soberania nacional.
Cultura e luta sindical
O Festival, promovido pelas centrais sindicais e produtores culturais, busca transformar o Dia do Trabalhador e da Trabalhadora em um espaço vivo de conscientização e esperança. Segundo o coletivo de produtores de Porto Alegre que está à frente do Festival, a cultura e a arte são integradas como ferramentas estratégicas de comunicação, mobilização e construção de identidade, sendo capaz de libertar as pessoas e projetar um novo modelo de sociedade. “As manifestações artísticas servem para aproximar o público das pautas sindicais, transformando o dia de luta em um espaço de celebração, alegria e esperança”, explicam.
Cada cidade contará com uma programação diversificada de shows nacionais, regionais e locais:
![]() | Porto Alegre: As atividades ocorrem na Casa do Gaúcho (Parque Harmonia), das 14h às 22h. Entre os destaques estão: show nacional de Chico Chico, cortejo do Bloco da Laje, esquete com o Ói Nóis Aqui Traveiz e encerramento com a escola de samba Imperadores do Samba, além de uma Feira de Economia Solidária e Criativa. |
![]() | Pelotas: O festival será no domingo, dia 3 de maio, na Praça Coronel Pedro Osório, das 14h às 22h. Estão confirmadas bandas renomadas como Produto Nacional (referência no reggae gaúcho) e 50 Tons de Pretas, além de talentos locais como Xana Gallo e a Banda Dona da Noite. O local também abrigará uma ampla Feira de Economia Solidária. |
![]() | Caxias do Sul: A celebração será no Pavilhão da Uva, a partir das 14h, contando com apresentações de bandas como Modello, Mercosul, Cosmo Express e o show principal de encerramento com San Marino. |
![]() | Passo Fundo: O evento acontece no Parque da Gare, das 13h às 21h. A tarde, o festival apresenta Pedro Munhoz, Julia Hellen e Ricardo Pacheco. A noite começa com Blues Jazzmine e finaliza com show da banda Chimarruts. |
![]() | Santa Maria: O festival será no domingo, dia 3 de maio, das 14h às 20h, na Praça do Mallet (bairro Passo d’Areia). Contará com Feira de Economia Solidária e intervenções culturais locais, e à noite oferecerá pagode e samba com Igorzinho Peres e Marcelo Amaro. |
Atualizado em 29/04/2026 às 18h58min.

















