SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

Capital paulista tem recorde de feminicídios em 2025

A cidade de São Paulo registrou 53 casos de feminicídio entre janeiro e outubro de 2025, segundo a Secretaria Estadual de Segurança (SSP-SP), um aumento de 23,3%. Esse é o maior índice anual desde 2018, mesmo sem contabilizar os meses de novembro e dezembro. Em todo o estado, houve um aumento de 10,1% nos casos de feminicídio consumados entre janeiro e outubro deste ano, em comparação com o mesmo período de 2024, segundo dados do Instituto Sou da Paz.

Segundo o levantamento do Instituto Sou da Paz, um em cada quatro feminicídios consumados no estado ocorreram na capital. Os dados também mostram que a residência permanece como o local onde mais ocorrem os feminicídios mais acontecem (seis em cada dez). Também chama a atenção o aumento dos casos em vias públicas, que atualmente representam cerca de um terço dos feminicídios no estado.

Ainda de acordo com o levantamento, as mulheres brancas são maioria entre as vítimas (51%), seguidas pelas mulheres negras (45%). Mais de 70% das vítimas tinham entre 20 e 49 anos.

O crime de feminicídio foi tipificado em lei federal em março de 2015. A partir disso, os casos começaram a ser contabilizados separadamente de outros tipos de homicídio. A lei considera feminicídio quando o assassinato envolve violência doméstica e familiar, e menosprezo ou discriminação à condição de mulher da vítima. As penas variam de 12 a 30 anos de prisão.

Sintrajufe/RS participa de atividade no TRT4 pelo fim da violência contra a mulher

Nesta quinta-feira, 4, o TRT4 lançou duas iniciativas alinhadas à mobilização internacional dos 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres: a instalação de Bancos Vermelhos nas varas trabalhistas e no prédio-sede e a abertura da exposição “Cartoons contra a Violência”, com ilustrações de artistas de todo o país com mensagens de denúncia e reflexão. A diretora Márcia Coelho representou o Sintrajufe/RS.

Foto Guilherme Lund

Conforme texto publicado no site do TRT4, o banco vermelho vivo “deixa de ser mobiliário para transformar-se em ausência. A ausência de mulheres que não chegaram ao fim do dia. De mães, filhas, amigas e colegas que tiveram as vidas interrompidas pela violência de gênero”.

Conforme Márcia Coelho, “todas as iniciativas que venham a tornar a violência contra as mulheres mais visível e que quebrem o silêncio envolvendo estas violências são importantes, mas precisamos envolver os homens nessa conversa”. A diretora ressalta que homens “são filhos, são irmãos, são companheiros, são pais e precisam estar conscientes de que seus atos e exemplos têm consequências e podem influenciar e até evitar que outros homens cometam violência”.

Com informações de Carta Capital, Agência Brasil e TRT4

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil