O ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a defender, nessa quinta-feira, 2, a reforma administrativa (PEC 32/2020), que aguarda votação no plenário da Câmara dos Deputados. Guedes mentiu mais uma vez sobre o texto ao afirmar que a proposta não atinge os atuais servidores e servidoras e, como já ocorrera em ocasiões recentes, apelou ao funcionalismo para que apoie a PEC 32.
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Conforme o ministro, a reforma ficou bastante suave, desidratada e generosa para o funcionalismo atual . Ele disse que as mudanças só atingirão os futuros servidores e que devem fazer com que o servidor se sinta ainda mais seguro . Na verdade, a reforma administrativa proposta pelo governo de Guedes e Jair Bolsonaro (PL) permite, por exemplo, a redução dos salários em 25%. Também atinge os servidores atuais ao precarizar no conjunto os serviços públicos, piorando as condições de trabalho ao liberar contratações sem concurso, acabar com a estabilidade dos servidores futuros e abrir as portas para a privatização de todo o setor.
Guedes também reclamou de pessoas próximas a Bolsonaro, sem nomeá-las, confirmando que o presidente é favorável à proposta: “A [reforma] administrativa eu entreguei no Executivo e o entorno do presidente bloqueou, não deixou ela andar no início. Depois veio a Covid e embaralhou tudo”, disse.
Além de comentar a reforma administrativa e reafirmar o interesse do governo em aprová-la, Guedes reclamou das críticas feitas ao governo e disse que não lê os jornais para não desanimar: Eu não leio muito não, porque se eu ficar lendo muito, dá um desânimo. Porque tem dois Brasis, tem o Brasil dos críticos e tem o Brasil do governo . De fato, o Brasil real, de que se tem notícia, não é nada animador: a fome e o desemprego batem recordes, a inflação não para de crescer e a nova realidade é a de histórias como a fila do osso , a fila do caminhão de lixo e outros recursos que milhões de brasileiros desassistidos e que sofrem na pele os efeitos da política econômica de Guedes têm sido obrigados a utilizar para sobreviver.
Três semanas para derrotar a reforma em 2021
As falas do ministro sobre a reforma administrativa deixam claro que o governo segue se articulando para aprovar a PEC o quanto antes. Mas tanto Guedes quanto Bolsonaro sabem que, caso não consigam votar a proposta neste ano, aprová-la em 2022 será ainda mais difícil por conta do calendário eleitoral. Por isso, da parte de servidores e servidoras, o momento é de reforçar a pressão: faltam apenas três semanas para derrotar a PEC 32 em 2021!
Para fortalecer a luta neste momento, o Sintrajufe/RS e outras entidades reunidas na Frente dos Servidores Públicos do RS (FSP/RS) colocaram nas ruas nesta semana a quinta rodada de outdoors contra a reforma. Desta vez, uma parte dos outdoors mantém o recado direto para os que defendem a reforma de Bolsonaro (PL) e Guedes: Deputado, quem vota contra os serviços públicos não volta . Os restantes, os outdoors da vergonha , estampam, cada um, a foto dos deputados Alceu Moreira (MDB), Giovani Cherini (PL), Marcel Van Hattem (Novo) e Marcelo Moraes (PTB), denunciando que votaram, na Comissão Especial da Câmara, pelo fim dos concursos, votou pelo apadrinhamento dos cabos eleitorais e a privatização da saúde e educação .
Além disso, na próxima semana o Sintrajufe/RS voltará a enviar a Brasília uma delegação para atuar na capital federal, junto aos deputados e deputadas e lado a lado com servidores de todo o país, para barrar a PEC 32.
Envie mensagens a deputados e deputadas do RS e pressione contra a PEC 32!
Ao mesmo tempo em que são realizadas as mobilizações de rua, nas redes sociais é necessário seguir enviando mensagens aos deputados e às deputadas cobrando o voto não à PEC 32. São apenas mais quatro semanas para derrotar a reforma em 2021. A pressão sobre deputados e deputadas tem que ser total. Mande mensagens por WhatsApp e e-mail, comente nas redes sociais deles. Com nossa mobilização, podemos derrotar essa proposta.
Já há manifestações de parlamentares afirmando que votarão contra a PEC 32/2020. Enviaram ao Sintrajufe/RS mensagens nesse sentido as deputadas Fernanda Melchionna (Psol) e Maria do Rosário (PT) e os deputados Bohn Gass (PT), Henrique Fontana (PT), Heitor Schuch (PSB), Marcon (PT), Paulo Pimenta (PT) e Pompeo de Mattos (PDT). O PSB também já manifestou posição contra a proposta, assim como o deputado Afonso Motta (PDT).
Veja abaixo os contatos do PP:

AFONSO HAMM (PP)
E-mail: [email protected]
Facebook: https://www.facebook.com/depafonsohamm/
Instagram: https://www.instagram.com/afonsohamm/
Twitter: https://twitter.com/DepAfonsoHamm

COVATTI FILHO (PP)
E-mail: [email protected]
Facebook: https://www.facebook.com/covatti.filho/
Instagram: https://www.instagram.com/covattifilho/
Twitter: https://twitter.com/CovattiFilho?s=20
Whatsapp: 51 98096-1111

JERÔNIMO GOERGEN (PP)
E-mail: [email protected]
Facebook: https://www.facebook.com/depjeronimogoergen/
Instagram: https://www.instagram.com/jeronimogoergen/
Twitter: https://twitter.com/jeronimogoergen
Whatsapp: 51 995186885

PEDRO WESTPHALEN (PP)
E-mail: [email protected]
Facebook: https://www.facebook.com/pedrowestphalen11/
Instagram: https://www.instagram.com/pedrowestphalen/
Twitter: https://twitter.com/pedrowestphalen
Whatsapp: 51 999635584




















