SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

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Sintrajufe/RS visita TRT4 e varas trabalhistas e avalia condições sanitárias para a retomada do trabalho presencial; sindicato move ação pela manutenção do trabalho remoto

No dia 29 de outubro, o Sintrajufe/RS esteve nas varas trabalhistas de Porto Alegre para avaliar as condições sanitárias e de proteção a servidores e servidoras na retomada do trabalho presencial. Participaram da visita as diretoras Arlene Barcellos e Cristina Viana e o médico Geraldo Azevedo, da assessoria de saúde do sindicato. Representando a administração, acompanharam a vistoria no prédio o diretor da Secretaria de Apoio Administrativo do TRT4, Madison Gonçalves Trautman; e o diretor da Secretaria de Administração, João Henrique Ribas.

No andar térreo, foi verificado que a administração instalou um termômetro infravermelho digital na entrada, assim como já foi adquirido totem de álcool gel, sendo indicado pelo médico que se coloquem totens em todas as entradas e saí­das dos saguões dos prédios. No setor de Protocolo, serão dois ou três servidores, já tendo sido feita a organização do local para o distanciamento adequado. No local, há janelas que permitem boa ventilação, e o Sintrajufe/RS orientou que seja colocada barreira fí­sica em frente ao balcão, com espaçadores ou cones com fitas.

A sala de audiências compartilhada, por sua vez, não possui janelas, motivo pelo qual a recomendação é que não seja usada. Na zeladoria, há combinação de haver apenas um servidor na sala e, eventualmente, dois. No local, há bom espaço, permitindo distanciamento adequado, além de várias janelas. O mesmo acontece na Segurança, onde permanecem dois servidores. A orientação é evitar aglomerações nas trocas de turnos.

Com relação ao prédio 2, no térreo, as janelas garantem a circulação de ar, desde que as portas também fiquem abertas, e essa é a indicação para todos os locais e salas. Os banheiros estão todos higienizados, com sabão lí­quido e toalhas de papel, porém o Sintrajufe/RS orientou que sejam providenciadas lixeiras com tampa e acionamento por pedal. Na sala de limpeza, havia várias trabalhadoras terceirizadas em horário de almoço ou intervalo, sentadas com menor distância do que a adequada, motivo pelo qual os representantes do sindicato orientaram que fossem alocadas em outro local, em que houvesse maior espaço para descanso e alimentação, assim como fosse providenciado dispenser de álcool gel ao lado do ponto biométrico.

No segundo andar, foi vistoriada a Central de Mandados, uma sala ampla, com muitas janelas que estavam abertas. Na sala dos oficiais, por sua vez, não há janelas; já foi solicitada a remoção das divisórias de vidro para melhorar a ventilação do local e também que a  administração forneça máscaras do tipo N95 para a realização de diligências presenciais, tendo em vista não haver controle dos locais para onde esses servidores e servidoras se dirigem.

Não foi possí­vel avaliar as condições da Cejusconde ocorrem as audiências de conciliação “no dia da visitação; será necessária nova visita quando estiver em funcionamento. Na sala das varas, foi dada orientação geral para que as janelas da área de espera sejam mantidas abertas. Na 7ª e na 13ª vara, foi conversado com os servidores sobre a importância do uso de máscaras, mesmo que um colega esteja sozinho no ambiente. A previsão é de que continuem apenas dois servidores nesses locais.

Conforme o médico Geraldo Azevedo, foi possí­vel perceber, entre os servidores, o temor por possí­veis aglomerações com o retorno. Foi sugerida a colocação de barreiras fí­sicas no balcão para melhorar o distanciamento. De modo geral, conforme o médico, as salas das varas não preocupam, há amplo espaço e janelas, além de previsão de poucos servidores nesses locais . Porém, segundo Geraldo, o que parece mais difí­cil de organizar são as salas de audiência: Há pouca distância entre os lugares previstos para as partes, magistrados e secretários. É possí­vel colocar a mesa em que sentam as partes um pouco mais distante da mesa do magistrado e do secretário de audiênia, fazendo um  arranjo mais seguro com as mesas dispostas junto às janelas ou paredes, por exemplo .

Depois da vistoria ao prédio das varas trabalhistas, as diretoras Arlene Barcellos e Cristina Viana e o diretor Walter Oliveira se reuniram com a juí­za Luciane Cardoso Barzotto, diretora substituta do Foro das Varas do Trabalho de Porto Alegre, para esclarecimento dos pontos verificados na visita. Também foi encaminhado ofí­cio pelo sindicato formalizando os requerimentos da entidade, de modo a zelar pela saúde e segurança dos servidores e servidoras que retornarem ao trabalho presencial.

O Sintrajufe/RS já ingressou com ação judicial buscando a manutenção do regime de plantão extraordinário e trabalho remoto na Justiça do Trabalho. Na ação (processo 5060062-11.2020.4.04.7100), o sindicato também requer, sucessivamente, que, nos casos em que os servidores e as servidoras tenham que retornar ao trabalho presencial, haja testagem de todos e todas envolvidos na retomada.

Visita no TRT4

No dia 5 de novembro, foi a vez da vistoria no TRT4, onde os representantes do Sintrajufe/RS encontraram condições semelhantes ao prédio das varas trabalhistas de Porto Alegre. Já havia termômetro instalado na portaria e totem  de álcool em gel, embora precise ser colocado mais de um desses dispositivos nas entradas e saí­das do prédio.

O maior problema encontrado foi na seção de limpeza, onde as trabalhadoras terceirizadas fazem seus intervalos. No momento da visita, elas estavam fazendo suas refeições sem  o distanciamento necessário,  em uma mesa  localizada em sala com pouco espaço para o número de pessoas presentes. Os representantes do sindicato sugeriram que as trabalhadores fossem realocadas para um espaço maior, onde possam descansar e fazer as refeições de modo que não fiquem aglomeradas, se possí­vel na sala de convivência do prédio.

Os gabinetes e demais salas do Tribunal têm janelas e espaço que permitem os cuidados necessários,  sempre com a recomendação de que as portas e janelas permaneçam abertas,  mesmo com o ar condicionado ligado. As lixeiras devem estar fechadas com acionamento por pedal em todos os ambientes, e nas entradas e saí­das dos prédios deve haver dispenser de álcool em  gel.

O médico da assessoria de saúde Geraldo Azevedo insistiu que deve ser observada a questão da ventilação, assim como o distanciamento, de modo que é necessário ser feito revezamento para que não haja mais de dois ou três servidores nas secretarias. Também ressaltou a importância do uso de máscaras mesmo que o servidor esteja sozinho no local de trabalho, bem como a limpeza constante das mãos.

O Sintrajufe/RS já realizou vistorias nos locais que estão retomando o trabalho presencial na Justiça Federal, no TRF4 e na Procuradoria da República no RS.