Faleceu nesse domingo, 2, o músico tradicionalista Euclides Fagundes Filho, conhecido como Bagre Fagundes. Um dos grandes símbolos da cultura do Rio Grande do Sul, Bagre foi um lutador social, chegando inclusive a presidir o Sindicato dos Bancários de Alegrete.
Notícias Relacionadas
Nascido em Uruguaiana, Bagre iniciou ainda jovem sua trajetória artística em programas de rádio de São Borja. Junto ao irmão Nico Fagundes, compôs, em 1980, o Canto Alegretense, considerado um hino informal do estado. Ao lado dos filhos, percorreu todo o território gaúcho com o grupo Os Fagundes, levando a música nativista por meio da gaita de quatro baixos, instrumento que se tornou sua marca registrada.
Sua história também foi construída no movimento sindical e na categoria bancária. Bagre trabalhou como escriturário no Banrisul e presidiu o Sindicato dos Bancários de Alegrete. Politicamente, sempre esteve alinhado às lutas dos trabalhadores e pela democracia. Participou da Campanha da Legalidade como secretário regional do movimento em Alegrete, ao lado das forças lideradas por Leonel Brizola. Foi vereador do município, também candidato a prefeito e a deputado estadual, mantendo ao longo da vida seu compromisso com os ideais trabalhistas, a democracia e a justiça social.
Casado com Marlene Vilaverde, Bagre Fagundes deixa quatro filhos: Neto, Ernesto, Luciana e Paulinho. Ele estava internado desde maio no Hospital Ernesto Dornelles, na Capital, após sofrer uma parada cardiorrespiratória. O velório ocorre nesta segunda-feira, 3, no Palácio Piratini.
Neste momento difícil, o Sintrajufe/RS se solidariza com familiares, amigas e amigos.
Foto: @osfagundesoficial/Reprodução














