SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

20 MORTOS EM BOMBARDEIO A HOSPITAL

Mais quatro jornalistas são mortos em Gaza em ataque a hospital

Nesta segunda-feira, 25, vinte pessoas morreram em dois bombardeios de Israel a um hospital em Gaza. Entre os mortos, há cinco jornalistas, além de equipes de resgate. Foi realizado um primeiro bombardeio e, enquanto o resgate de feridos era realizado, novos ataques atingiram o local.

Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, desde o início dos ataques mais de 60 mil pessoas morreram. Entre elas, mais de 200 jornalistas palestinos, conforme levantamento da Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ).

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) divulgou nota nesta segunda-feira alertando que “Gaza está praticamente fechada à imprensa internacional, enquanto jornalistas palestinos são deliberadamente alvos das forças armadas”. A nota lembra que “um dos episódios mais graves ocorreu em 10 de agosto, quando cinco profissionais da rede Al-Jazeera, liderados pelo jornalista Anas al-Sharif, foram mortos em uma barraca claramente identificada como posto de imprensa”. A Fenaj defende que esse massacre não pode ser ignorado: “O assassinato de mais de 200 jornalistas equivaleria, no Brasil, ao desaparecimento de redações inteiras de grande porte. A barbárie não pode ser normalizada”, destaca a entidade.

Conforme o Comitê de Proteção de Jornalistas, o número de jornalistas assassinados em Gaza é três vezes maior do que os mortos nas duas guerras mundiais. O Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul também divulgou texto sobre o tema, no qual afirma que “os ataques do Estado assassino de Israel são crimes de guerra. Assassinar jornalistas é tentar apagar os rastros do que se quer esconder: genocídio, limpeza étnica, apartheid”.

Na última semana, a Fenaj propôs à Federação Internacional de Jornalistas a realização de um Dia Internacional em Defesa dos Jornalistas Palestinos, com a paralisação simbólica de uma hora das atividades jornalísticas em todo o mundo. A iniciativa tem como objetivo dar visibilidade à luta pela vida, pela liberdade de imprensa e pelo direito à informação diante do cenário de violência contra profissionais de comunicação na Faixa de Gaza.

Em diversas partes do mundo, protestos têm sido realizados contra o genocídio do povo palestino em Gaza. No Rio Grande do Sul, o Sintrajufe/RS vem participando das atividades. Juntamente com a CUT e outras entidades, o sindicato defende que o governo brasileiro rompa relações com Israel.