Em pronunciamento na última segunda-feira, 25, o deputado federal Nelson Marchezan Júnior (PSDB-RS) voltou a atacar o Judiciário, ao defender a extinção da Justiça do Trabalho. A declaração aconteceu durante sessão da Comissão de Trabalho, de Administração e de Serviço Público da Câmara dos Deputados.
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Marchezan criticou, ainda, a organização sindical, afirmando que os sindicatos e a Justiça do Trabalho “não garantem emprego”, que quem garante emprego são os “empreendedores” e que afirmar o contrário é “balela”. Com esse posicionamento, o deputado ignoraou procura apagar propositalmenteo papel fundamental dos sindicatos e da Justiça do Trabalho na garantia dos direitos dos trabalhadores e na luta por melhores condições de trabalho, luta sindical que nos levou a todas as conquistas que temos atualmente e que, sobretudo nos dias de hoje, é fundamental para enfrentar os crescentes índices de desemprego e a política de retirada de direitos adotada pelos governos de Dilma e Temer.
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Na contramão desse entendimento, Marchezan inclusive sugere que a responsabilidade pela atual crise econômica é do setor público. Dessa forma, o deputado procura afastar das elites e da classe política a real culpa pela crise, fazendo coro com o discurso que busca penalizar os trabalhadores e jogar a conta da crise sobre suas costas, dando suporte aos projetos de esfacelamento do serviço público, tão necessário justamente às camadas mais vulneráveis da população.
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As declarações do referido parlamentar, de ataque aos trabalhadores, ao serviço público e ao Judiciário são recebidas com indignação pelo Sintrajufe/RS, mas não com surpresa. Afinal de contas, Marchezan nunca esteve ao lado dos trabalhadores e tem se notabilizado por atacar o serviço público. Em uma conjuntura em que o Poder Judiciário tem sido importante, também, no combate à corrupção na política, fica o questionamento sobre as motivações desses constantes ataques e sobre a que(m) serve um Judiciário enfraquecido. O Sintrajufe/RS seguirá combatendo toda e qualquer manifestação em prejuízo à classe trabalhadora e que, direta ou indiretamente, seja obstáculo na permanente defesa de um Poder Judiciário forte, qualificado e valorizado.








