SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

LUTA ANTIRRACISTA

Sintrajufe/RS participa de ato unificado do Julho das Pretas nesta sexta-feira, 25/7

Nesta sexta-feira, 25, o Sintrajufe/RS estará presente no ato público realizado pela ação Julho das Pretas Unificado RS. A concentração será no ginásio Gigantinho, das 17h às 18h, de onde as e os participantes sairão em caminhada até a Escola de Samba Imperadores do Samba (av. Padre Cacique, 1567, Porto Alegre). O tema deste ano é “O machismo não pode ser tradição: Mulheres Negras pelo fim da escala 6×1, dos feminicídios, do genocídio, da fome e das violências de gênero”.

O 25 de julho foi instituído como Dia da Mulher Afro-Latino-Americana, Afro-Caribenha e da Diáspora após a realização do 1º Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas, em Santo Domingo, na República Dominicana, em 1992. No Brasil, desde 2014, a data marca o Dia de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, instituída por meio de lei federal, com o objetivo de celebrar a vida e reconhecer a luta de Tereza de Benguela, líder do Quilombo de Quariterê, em Mato Grosso, por mais de duas décadas durante o século 18.

O Julho das Pretas foi criado em 2013 pelo Odara – Instituto da Mulher Negra. É uma ação nacional destinada ao fortalecimento da atuação política coletiva e autônoma das mulheres negras nas diversas esferas da sociedade brasileira. A cada ano, são tratados temas relacionados à superação das desigualdades de gênero e raça, colocando a pauta e a agenda política das mulheres negras em evidência.

Atividades acontecem em todo o país, tendo como um dos objetivos fortalecer a realização da 2ª Marcha Nacional de Mulheres Negras, que acontecerá em novembro, com o tema “Mulheres Negras em Marcha por Reparação e Bem Viver”. Segundo divulgação do Odara – Instituto da Mulher Negra, reparação racial é apresentada como perspectiva de mudanças estruturais na economia, na política, nas relações sociais e no reconhecimento do papel histórico da população negra na construção do país; bem viver se insere “como proposta política que rompe com o modelo de desenvolvimento capitalista, racista e patriarcal, apostando numa sociedade baseada no cuidado, na justiça social e no respeito à diversidade de existências”.

Fonte: Julho das Pretas Unificado RS e Odara – Instituto da Mulher Negra