Nesta quarta-feira, 29, as Três Esferas da CUT e as demais entidades do funcionalismo realizaram a Marcha Nacional do Serviço Público contra a Reforma Administrativa, em Brasília. Em todo o país, sindicatos que representam servidores e servidoras organizaram caravanas; o Sintrajufe/RS é um deles, com uma delegação de 15 colegas. Categorias do setor privado também estavam presentes. Sindicalistas representantes de trabalhadores e trabalhadoras da iniciativa privada, que viajaram no ônibus da CUT/RS, deram depoimentos sobre a importância da unidade da classe na defesa dos serviços públicos.
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Jair José Rodrigo Rocha, secretário de Saúde do Sindicato da Alimentação de Marau, afirmou que a reforma vai atingir todos, por isso foi importante participar da marcha. Ele mencionou, especificamente, a saúde pública, que terá redução de pessoal e de atendimentos se a proposta for aprovada. “A gente está vendo que na saúde que já não tem vindo verba, já está cortando, já há dificuldade para conseguir marcar um exame, ter uma consulta com médico; a reforma vai piorar isso.”
Para a dirigente Joyce Terezinha Cen Gomes, do Sindicato dos Metalúrgicos de Porto Alegre, a luta contra a reforma é de todos, pois afeta a todos. Ela deu como exemplo o tratamento de câncer de um familiar, totalmente feito pelo SUS, o que seria impossível se a saúde não fosse pública e gratuita. Joyce destacou também a escola pública, fundamental para a classe trabalhadora ter acesso à educação. “O serviço público tem suas falhas, como tudo tem, mas se tu olhares o particular, também tem. Então, como que a população mais humilde vai conseguir entrar num hospital particular e pagar uma consulta, pagar um colégio particular? Eu acho que o serviço público é muito importante pra população.”
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo de Passo Fundo (Sindiurb), Luis Fernando Prichua, também destacou os serviços à população: “a gente tem filho em escola, a gente depende do SUS, depende de vários órgãos públicos. E onde tira o funcionário público, onde privatiza, diminui a qualidade do serviço prestado”. Ele comparou as propostas de reforma de Bolsonaro (PL) – a PEC 32 – e de Hugo Mota (REP-PB): “elas têm uma coisa em comum, que é, antes de mais nada, garantir o dinheiro do ajuste fiscal, dos banqueiros, do rentismo”.





João Batista Xavier da Silva, presidente da Federação Democrática dos Trabalhadores na Indústria do Calçado do RS, afirmou que a reforma administrativa “é um atraso e traz muito retrocesso para o serviço público” e “para nós também, que dependemos desse serviço”. Para João Batista, a unidade da classe trabalhadora é fundamental, independentemente da categoria e do setor, se público ou privado: “importante é a defesa do direito de todos os trabalhadores, o apoio das outras categorias”. Ele cita como exemplo a luta pelo fim da escala 6 x 1 e a redução jornada de trabalho sem redução de salário. Ele acredita que o governo federal pode ajudar a derrotar a reforma administrativa fazendo um debate franco com a sociedade sobre os prejuízos que estão embutidos na proposta de Hugo Motta, que atingirá também aposentados e aposentadas e programas sociais.
No ônibus também viajaram os diretores do Sintrajufe/RS Marcelo Carlini e Paulo Guadagnin. Carlini também é diretor da CUT/RS.














