O índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15)considerado uma prévia da inflação oficial do paísficou em 1,73% em abril, a maior taxa para o mês desde 1995, quando ficou em 1,95%. Os dados, divulgados nesta quarta-feira, 27, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), trazem à tona mais uma vez a perda de poder aquisitivo da população brasileira, bem como a necessidade de reforçar a luta pelo fim do governo de Jair Bolsonaro (PL) e por reposição salarial.
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Em abril de 2021, por exemplo, esse índice foi de 0,60%. Em março de 2022, foi de 0,95%. O índice de abril está, portanto, muito acima da já alta inflação anterior. Em 12 meses, o IPCA-15 acumula alta de 12,03%, acima dos 10,79% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores.
Com alta de 7,51%, a gasolina foi a principal responsável pela alta da inflação no mês, respondendo por 0,48 ponto percentual. Houve altas acentuadas também do diesel (13,11%), do etanol (6,6%) e do gás veicular (2,28%), levando a alta dos transportes a 3,43% na prévia do mês. A alta do mês no setor de alimentação e bebidas foi a segunda maior, com 2,25%. O tomate teve alta de 26,17% no mês; a cenoura, de 15,02%; o leite longa vida subiu 12,21% em abril. No acumulado de 12 meses, chama a atenção a disparada de alguns alimentos. A cenoura foi a campeã, com aumento de 195%, seguida pelo tomate, com 117,45%, e pela abobrinha, com 86,83% de aumento. Cozinhar os alimentos também pesou mais: o gás de botijão ficou em média 8,09% mais caro, enquanto o gás encanado subiu 3,31%.
Concomitante à alta de preços, cai a renda dos trabalhadores e das trabalhadoras. No primeiro trimestre de 2022, a renda média caiu a R$ 1.378 em regiões metropolitanas. É o menor valor da série histórica do boletim Desigualdade nas Metrópoles, iniciada em 2012. Nesse contexto, 33 milhões de trabalhadores recebem menos que o salário mínimo.
Campanha salarial
Com os salários congelados desde antes do início do atual governo e perdendo poder aquisitivo a cada mês, os servidores públicos estão em campanha salarial unificada. Servidores federais, estaduais e municipais vêm realizando atos públicos nos estados e em Brasília para buscar repor ao menos parte das perdas acumuladas: para os federais, a reivindicação é de 19,99% de reposição, índice referente às perdas durante o governo Bolsonaro.
Os atos da campanha salarial estão ocorrendo desde janeiro, e, em meio ao crescimento das mobilizações pela recomposição emergencial, veículos de mídia divulgaram que o governo Bolsonaro acena com uma reposição linear de 5% a todos os servidores e servidoras federais, índice que está longe do percentual reivindicado e sequer foi oficializado como proposta.






A mobilização mais recente ocorreu em Porto Alegre nessa terça-feira, 26, reunindo servidores das três esferas. Veja AQUI como foi.
Devido às eleições, a legislação define o dia 4 de julho como prazo legal para a aprovação da reposição salarial neste ano. Por isso, o momento é de aumentar a pressão, para garantir a reposição o mais rapidamente possível.
Com informações do portal G1.













