SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

GREVE NA PETROBRAS

Petroleiros chegam ao terceiro dia de greve por direitos com crescimento do movimento; CUT e centrais manifestam apoio

Desde segunda-feira, 15, os petroleiros de todo o Brasil estão em greve. O movimento vem crescendo ao longo dessa primeira semana, na defesa de direitos da categoria. A CUT e outras centrais sindicais já manifestaram apoio à greve.

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) deflagrou a greve por não conseguir obter avanços importantes na negociação do acordo coletivo. São três as principais reivindicações: fim dos Planos de Equacionamento de Déficit (PEDs) da Petros, que promove descontos extras na remuneração de trabalhadores, aposentados e pensionistas para cobrir déficits do fundo de previdência da Petrobras; aprimoramentos no plano de cargos e salários e garantias contra mecanismos de ajuste fiscal; defesa de um modelo de negócios alinhado ao fortalecimento da estatal: barrar o avanço de parcerias e terceirizações que, na avaliação dos sindicatos, precarizam o trabalho e abrem caminho para privatizações.

A FUP também enumera três eixos de luta do movimento grevista: um acordo coletivo de trabalho forte e uma justa distribuição da riqueza gerada; o fim dos equacionamentos da Petros (PEDs); e o reconhecimento da Pauta pelo Brasil Soberano, com suspensão dos desimplantes forçados e das demissões sem justificativas

Conforme balanço divulgado nesta quarta-feira, 17, a adesão vem crescendo: o movimento grevista já está em 9 refinarias, 28 plataformas, 13 unidades da Transpetro, 4 termelétricas, 2 usinas de biodisel, além dos campos terrestres da Bahia, da Unidade de Tratamento de Gás de Cabiúnas (UTGCAB) e da Estação de Compressão de Paulínia (TBG). Em diversos locais estão sendo realizados atos e “trancaços”.

Na segunda-feira, a CUT e outras centrais sindicais divulgaram nota apoiando a greve dos petroleiros. No texto, as entidades afirmam que a última proposta apresentada pela Petrobras nas negociações do acordo coletivo “representa uma vergonha para uma empresa desse porte e dessa importância estratégica para o Brasil”. Critica, ainda, o fato de que, enquanto para os trabalhadores a proposta é de aumento real de apenas 0,5% e retirada de direitos, no último período “foram registrados aumento da produção e crescimento expressivo dos lucros, assegurando aos acionistas dividendos que se aproximam de R$ 100 bilhões”. Para as centrais, “esse contraste torna a situação ainda mais incoerente e espantosa, sobretudo porque são esses profissionais que, mesmo em meio a crises e instabilidades econômicas, garantem resultados recordes, com uma produção que chega a 4 milhões de barris de petróleo por dia”.

Com informações da FUP, da CUT e do G1