SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

SOLIDARIEDADE

Negociações no TJ não avançam e municipários de Florianópolis mantêm greve; ação solidária auxilia trabalhadores exonerados ou que tiveram desconto de salário

Os servidores e as servidoras municipais de Florianópolis decidiram pela continuidade da greve iniciada no dia 23 de abril. A decisão foi aprovada em assembleia nessa terça-feira, 12, dois dias após a audiência de conciliação no Tribunal de Justiça de Santa Catarina terminar sem qualquer avanço nas negociações e sem recuo da prefeitura nas punições impostas à categoria, como mais de 200 demissões. O Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis (Sintrasem) está organizando uma ação solidária para ajudar quem foi exonerado ou teve descontos no salário. A chave Pix é [email protected].

O governo do prefeito Topázio Neto (Podemos) encerrou as audiências sem apresentar propostas concretas para a pauta de reivindicações da categoria e sem rever as medidas arbitrárias e ilegais. Desde o início da greve, mais de 200 trabalhadoras e trabalhadores temporários já foram demitidos pela prefeitura.

Na tarde desta terça-feira, 12, Topázio voltou a atacar os trabalhadores pelas redes sociais e ampliou as ameaças contra servidoras e servidores efetivos, temporários, diretores escolares eleitos pelas comunidades e trabalhadores designados. A gestão também anunciou abertura de processos administrativos disciplinares (PADs) contra grevistas.

Para Renê Munaro, diretor Sintrasem e da CUT Nacional, Renê Munaro, o governo municipal demonstra uma postura autoritária e antissindical ao tentar impor o fim da greve pela força “Essas medidas demonstram a face autoritária do governo Topázio, que demite trabalhadores, desconta salário e quer impor pela força o fim da greve. A assembleia desta terça rejeitou a proposta massivamente, com milhares nas ruas mais uma vez para exigir negociação imediatamente”, afirmou.

Renê também destacou que, diferentemente do que a prefeitura “vem dizendo na imprensa, a audiência de conciliação se encerrou porque não houve nenhuma proposta para o movimento que pudesse ser apresentada como forma de acordo dessa reunião de conciliação”. O sindicato protocolou no Poder Judiciário a decisão da assembleia, exigindo a retomada imediata das negociações.

Mobilização ganha as ruas

Na segunda-feira, 11, os servidores fizeram um grande ato público, com milhares de pessoas nas ruas; nessa data, a Prefeitura de Florianópolis já havia exonerado 209 trabalhadoras e trabalhadores municipais da educação em greve.

Um novo ato será realizado na tarde desta quarta-feira, 13, em frente à Secretaria Municipal de Educação, em defesa dos diretores eleitos, dos postos de trabalho e do investimento nas escolas públicas da capital.

A presidente da CUT-SC, Anna Julia Rodrigues, criticou a postura da prefeitura e reafirmou o apoio da Central à greve dos das servidoras e dos servidores municipais “É inadmissível que um prefeito responda a uma greve legítima com perseguições, ameaças e demissões em massa. O governo Topázio tenta criminalizar a luta dos servidores ao invés de abrir negociação séria com a categoria. A CUT-SC seguirá ao lado dos trabalhadores de Florianópolis na defesa do serviço público, da democracia e do direito de greve”, afirmou.

Fonte: CUT/SC e Sintrasem

Foto: Sintrasem