SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

GENOCIDA

Governo deixa vencer vacinas, testes para Covid-19 e remédios e ainda gera prejuí­zo milionário aos cofres públicos

O governo de Jair Bolsonaro (sem partido) deixou vencer vacinas, testes e remédios que totalizam mais de R$ 80 milhões. O vencimento, sem uso, desperdiçando os materiais e os recursos públicos, ocorre mesmo após mais de uma notificação sobre o assunto.

Conforme o jornal O Estado de S. Paulo, Na lista de itens que se perderam, estão kits para diagnóstico de covid, dengue, zika e chikungunya, vacinas contra gripe, pentavalente (difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e contra a bactéria haemophilus influenza tipo b), tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela) e BCG, soros e diluentes. Os testes para covid, dengue, zika e chikungunya são os itens mais caros perdidos pelo Ministério da Saúde. Por estes, a pasta pagou R$ 133 milhões. Deste total, R$ 77 milhões apenas pelos kits para detecção do novo coronaví­rus . No lote, estão 18 mil kits de testes de Covid-19, 44 vacinas contra meningite e 16 mil vacinas contra a gripe. O material estava no Centro de Distribuição do Ministério em Guarulhos, em São Paulo.

Em maio, o Sintrajufe/RS denunciou outra situação parecida: na ocasião, mais de 2 milhões de testes foram perdidos. Agora, o descaso se repete, voltando trazer prejuí­zo aos cofres públicos e ao enfrentamento à pandemia.

Enquanto o Brasil se aproxima, oficialmente (sabe-se que a subnotificação é alta no paí­s), de 600 mil mortos pela Covid-19, já completamos um ano e meio de pandemia sem que o governo promova ações efetivas de enfrentamento à crise sanitária. As vacinas demoraram a chegar (e, como se vê na CPI da Covid, estiveram envoltas em esquemas obscuros), uma polí­tica de testagem nunca foi implementada nacionalmente e a posição do governo federal sempre foi de desacreditar a ciência, descumprir as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e de especialistas e de empurrar a população para a morte.