SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

NÃO AO GENOCÍDIO

Em diversos países, centenas de milhares de pessoas vão às ruas em defesa do povo palestino; no Brasil, atos em várias capitais cobram do governo rompimento de relações

Nesse fim de semana, ocorreram manifestações em solidariedade ao povo palestino em diversas cidades do mundo na Marcha Global por Gaza. Em São Paulo, a CUT, sindicatos e movimentos sociais participaram, nesse domingo, 15, de uma marcha que reuniu cerca de 30 mil pessoas; em Porto Alegre, a CUT-RS esteve presente ao ato na Redenção. Em Haia, nos Países Baixos, foram registradas 100 mil pessoas e, em Bruxelas, na Bélgica, foram mais de 75 mil, de acordo com a Euro News.

A Marcha Global por Gaza é uma iniciativa internacional que convocou atos simultâneos contra os ataques israelenses na Faixa de Gaza e em defesa do cessar-fogo imediato. Além de Porto Alegre e São Paulo, cujo ato foi classificado como o maior pró-Palestina já realizado no Brasil, protestos ocorreram em outras cidades brasileiras, como Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba, Boa Vista, Fortaleza e Goiânia. No exterior, houve manifestações em cidades como Haia, Bruxelas, Londres, Paris, Barcelona, Estocolmo e Istambul, com presença de movimentos populares, sindicatos, parlamentares, artistas e ativistas dos direitos humanos.

Em Haia, a multidão passou pelo Palácio da Paz, sede do Tribunal Internacional de Justiça das Nações Unidas, onde no ano passado os juízes ordenaram a Israel que fizesse tudo o que estivesse ao seu alcance para evitar a morte, a destruição e quaisquer atos de genocídio em Gaza.

As manifestações ocorreram um dia após ataques israelenses deixarem ao menos 45 mortos em Gaza, segundo a agência Reuters, muitos deles perto de pontos de distribuição de ajuda. Organizações internacionais denunciam escassez de alimentos, colapso hospitalar e mortes de civis em áreas densamente povoadas.

Manifestantes reivindicam rompimento do governo brasileiro com Israel

No Brasil, a principal reivindicação foi o rompimento das relações diplomáticas e comerciais do governo Lula com Israel, medida que já vem sendo adotada por países como a Colômbia, Chile e Bolívia. Também houve apelos por um cessar-fogo imediato, abertura de corredores humanitários e fim do bloqueio imposto à Faixa de Gaza.

Em sua fala, o presidente da CUT-RS afirmou que “o Brasil tem que romper relações com Israel porque estamos diante de um genocídio, praticado deliberadamente pelas autoridades daquele país”. A CUT-RS reforçou seu compromisso de permanecer junto com todos os que se opõem a essa política de extermínio e a exigência de que os crimes sejam julgados nas cortes internacionais, na defesa de um Estado soberano para o povo Palestino.

O diretor da CUT-RS e do Sintrajufe, Marcelo Carlini, também esteve presente e afirma que, “como brasileiros, daqui temos pouca capacidade de diretamente solucionar a crise ou mesmo de impedir o genocídio do povo palestino. A morte de crianças e mulheres não é coincidência ou um erro militar, é um método. É obrigação denunciarmos,;afinal, é o destino que está sendo reservado para todos os que resistem. Também não é coincidência que há militares nas ruas para reprimir o povo dentro dos próprios Estados Unidos, com a reação da população em mais de 1.500 cidades contra a política de Trump. Contudo, também como brasileiros, temos a obrigação de cobrar do governo Lula, que, corretamente, apontou o genocídio, que as relações diplomáticas e comerciais sejam rompidas, a exemplo do que outros países da América do Sul já fizeram”.

Com informações de CUT Brasil, CUT RS e Euro News