Nesse fim de semana, ocorreram manifestações em solidariedade ao povo palestino em diversas cidades do mundo na Marcha Global por Gaza. Em São Paulo, a CUT, sindicatos e movimentos sociais participaram, nesse domingo, 15, de uma marcha que reuniu cerca de 30 mil pessoas; em Porto Alegre, a CUT-RS esteve presente ao ato na Redenção. Em Haia, nos Países Baixos, foram registradas 100 mil pessoas e, em Bruxelas, na Bélgica, foram mais de 75 mil, de acordo com a Euro News.
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A Marcha Global por Gaza é uma iniciativa internacional que convocou atos simultâneos contra os ataques israelenses na Faixa de Gaza e em defesa do cessar-fogo imediato. Além de Porto Alegre e São Paulo, cujo ato foi classificado como o maior pró-Palestina já realizado no Brasil, protestos ocorreram em outras cidades brasileiras, como Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba, Boa Vista, Fortaleza e Goiânia. No exterior, houve manifestações em cidades como Haia, Bruxelas, Londres, Paris, Barcelona, Estocolmo e Istambul, com presença de movimentos populares, sindicatos, parlamentares, artistas e ativistas dos direitos humanos.
Em Haia, a multidão passou pelo Palácio da Paz, sede do Tribunal Internacional de Justiça das Nações Unidas, onde no ano passado os juízes ordenaram a Israel que fizesse tudo o que estivesse ao seu alcance para evitar a morte, a destruição e quaisquer atos de genocídio em Gaza.
As manifestações ocorreram um dia após ataques israelenses deixarem ao menos 45 mortos em Gaza, segundo a agência Reuters, muitos deles perto de pontos de distribuição de ajuda. Organizações internacionais denunciam escassez de alimentos, colapso hospitalar e mortes de civis em áreas densamente povoadas.

Manifestantes reivindicam rompimento do governo brasileiro com Israel
No Brasil, a principal reivindicação foi o rompimento das relações diplomáticas e comerciais do governo Lula com Israel, medida que já vem sendo adotada por países como a Colômbia, Chile e Bolívia. Também houve apelos por um cessar-fogo imediato, abertura de corredores humanitários e fim do bloqueio imposto à Faixa de Gaza.
Em sua fala, o presidente da CUT-RS afirmou que “o Brasil tem que romper relações com Israel porque estamos diante de um genocídio, praticado deliberadamente pelas autoridades daquele país”. A CUT-RS reforçou seu compromisso de permanecer junto com todos os que se opõem a essa política de extermínio e a exigência de que os crimes sejam julgados nas cortes internacionais, na defesa de um Estado soberano para o povo Palestino.
O diretor da CUT-RS e do Sintrajufe, Marcelo Carlini, também esteve presente e afirma que, “como brasileiros, daqui temos pouca capacidade de diretamente solucionar a crise ou mesmo de impedir o genocídio do povo palestino. A morte de crianças e mulheres não é coincidência ou um erro militar, é um método. É obrigação denunciarmos,;afinal, é o destino que está sendo reservado para todos os que resistem. Também não é coincidência que há militares nas ruas para reprimir o povo dentro dos próprios Estados Unidos, com a reação da população em mais de 1.500 cidades contra a política de Trump. Contudo, também como brasileiros, temos a obrigação de cobrar do governo Lula, que, corretamente, apontou o genocídio, que as relações diplomáticas e comerciais sejam rompidas, a exemplo do que outros países da América do Sul já fizeram”.
Com informações de CUT Brasil, CUT RS e Euro News














