O dirigente sindical José Dantas Sobrinho foi preso nessa terça-feira, 3, durante uma assembleia de greve dos trabalhadores da Embraer em São José dos Campos, interior de São Paulo. Junto com ele, foi preso também o militante do movimento Luta Popular Ederlando Carlos da Silva. Eles são acusados de lesão corporal, atentado à liberdade do trabalho, formação de quadrilha e resistência à prisão.
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Dantas e Silva foram presos quando a empresa acionou a Polícia Militar para reprimir uma assembleia que discutia a paralisação dos metalúrgicos da fabricante de aviões. Em São José dos Campos, há cerca de nove mil trabalhadores da Embraer, cinco mil dos quais atuam na produção. No momento em que dez viaturas chegaram à portaria da Embraer, os trabalhadores tentavam aprovar uma paralisação parcial por tempo indeterminado para reivindicar aumento real de salário e a assinatura da convenção coletiva, firmada pela última vez em 2017. De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, policiais teriam forçado a entrada dos trabalhadores na fábrica.
Weller Gonçalves, presidente do sindicato, denuncia a ação policial: Nós estamos na campanha salarial, uma luta justa por aumento do salário e manutenção dos direitos, e a Embraer, com uma conduta antissindical violentíssima, colocou a polícia militar para quebrar os movimentos dos trabalhadores , relata. Polícia com metralhadora pegando trabalhador para colocar para dentro, para trabalhar. Os companheiros estavam apenas conversando com os trabalhadores, fazendo um papel de convencimento que é um direito legítimo garantido pela Constituição Federal e a polícia agrediu esses companheiros, e os levou presos de forma arbitrária , completa.
Advogado do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Paulo Thiago explica que eles estão sendo acusados de lesão corporal em função do policial ter se machucado ao agredi-los. Isso é bem emblemático da injustiça que está acontecendo. Formação de quadrilha é esdrúxulo, esses crimes não existem em hipótese nenhuma , afirma.
Depois de serem levados pela PM para a delegacia da Polícia Federal no centro de São José dos Campos, onde foram mantidos dentro das viaturas por cerca de uma hora, os ativistas foram transferidos para o Centro de Detenção Provisória de Putim e soltos no final da tarde de quarta-feira, 4, mas ainda serão julgados.
Editado por Sintrajufe/RS; fonte: CUT.
















