SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

REFORMA ADMINISTRATIVA

Deputados da bancada da bala se manifestam contra a PEC 32 e enfraquecem base de apoio para o governo aprovar a proposta

Em reunião na manhã dessa quarta-feira, 6, na sede da Associação Nacional dos Advogados Públicos Federais (Anafe), em Brasí­lia, com a Frente Parlamentar Mista em Defesa do Serviço Público, deputados da chamada bancada da bala disseram se manifestaram contra a PEC 32/2020, de reforma administrativa. Segundo a Frente, os parlamentares fizeram discursos contrários ao texto da reforma administrativa, mostrando que a área de segurança também tem entendimento de que a PEC 32 impactará negativamente a categoria .

Os deputados da bancada da bala presentes à reunião eram Capitão Augusto (PL-SP), presidente da Frente Parlamentar da Segurança; Subtenente Gonzaga (PDT-MG), coordenador da Frente Parlamentar Mista; e Paulo Ramos (PDT-RJ), policial militar reformado.

Em hipótese nenhuma, nós vamos prejudicar os policiais. Conseguimos tirar os policiais militares e os bombeiros (do texto). Mas, independentemente disso, vamos continuar lutando (contra a PEC 32). O que nos resta é derrubar , informou Capitão Augusto (PL-SP), lí­der da bancada da bala .

Subtenente Gonzaga disse estar trabalhando com as entidades de segurança pública para mostrar os pontos prejudiciais da reforma para a área. Minha presença aqui é para dizer da minha compreensão e da minha preocupação. Estou reforçando a nossa posição contrária , anunciou.

Paulo Ramos foi outro a manifestar preocupações em relação aos impactos da reforma administrativa. Pelas notí­cias divulgadas pela Frente Parlamentar Mista em Defesa do Serviço Público, Ramos afirmou que é quase um golpe de um Estado mí­nimo . Querem transferir as obrigações públicas para o privado. Essa PEC 32 não tem redução de danos , destacou o deputado federal.

A bancada da bala

Os policiais são apoiadores de primeira hora do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Com o andamento do governo, muitos se decepcionaram. Com isso, o governo pode ter uma fragorosa derrota , apontam analistas.

Esse grupo, que não reunia mais de 100 parlamentares em passado recente, agora conta com 308 votos, dos 513 deputados. São exatamente 308 votos que o governo precisa para aprovar a reforma administrativa.

Fonte: Blog do Servidor/Correio Braziliense