SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

MOBILIZAÇÃO NACIONAL

Ato na Esquina Democrática defende soberania e direitos dos trabalhadores e trabalhadoras; Sintrajufe/RS esteve presente

Na última sexta-feira, 1º de agosto, mobilizações em diversas partes do país defenderam a soberania brasileira frente aos ataques do governo dos Estados Unidos e reforçaram a defesa de direitos dos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. Em Porto Alegre, o Sintrajufe/RS esteve presente na atividade, convocada pela CUT, centrais sindicais, frentes e movimentos sociais, na Esquina Democrática.

Durante o ato, foram erguidas faixas, cartazes e bandeiras em defesa da soberania, dos empregos e de pautas centrais da classe trabalhadora. Lideranças sindicais e populares fizeram falas políticas para denunciar retrocessos e reforçar a urgência de organização e resistência. “Enquanto a gente rala, eles querem taxar o Brasil, meter a mão nos nossos empregos, nos nossos direitos e na nossa soberania. Nosso petróleo, nossas terras, nossas riquezas, nossas soberanias são coisas inegociáveis. Quem manda no Brasil é o povo brasileiro!”, disse Amarildo Cenci, presidente da CUT/RS.

O dia nacional de mobilizações foi provocado pela data que marcaria o início da taxação de 50% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O presidente dos EUA, Donald Trump, porém, adiou o início da taxação para esta semana e incluiu em seu decreto uma lista com centenas de exceções. Mesmo assim, os efeitos previstos da medida são preocupantes e ameaçam postos de trabalho no Brasil, ligados às cadeias dos produtos taxados, que incluem café, carne e frutas.

No dia 9 de julho, Trump enviou a Lula carta contra o que ele chamou de “caça às bruxas”, em defesa de seu aliado Jair Bolsonaro (PL), que está sendo processado no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado. No dia 10, o Sintrajufe/RS divulgou matéria na qual “defende o respeito à soberania nacional” e afirma que “a carta de Trump reforça que o julgamento e a condenação dos civis e militares envolvidos na tentativa de golpe de 2023 é fundamental para o fortalecimento da democracia no país”.

Na última semana, o governo estadunidense sancionou a aplicação, contra o ministro do STF Alexandre de Moraes, da lei Magnitsky, utilizada para punir economicamente cidadãos estrangeiros. Segundo o governo Trump, passam a estar bloqueados todos os eventuais bens ou empresas de Alexandre de Moraes nos EUA. O ministro também não pode realizar transações com cidadãos e empresas dos EUA, inclusive usando cartões de crédito de bandeira estadunidense. Para justificar a medida, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, mencionou uma suposta “caça às bruxas” tendo Bolsonaro como alvo por parte de Moraes. A medida reforçou o peso da defesa de Bolsonaro como principal razão para a tentativa de ingerência do governo dos EUA sobre o Brasil.

Também estiveram em pauta no dia de mobilizações: fim da escala 6×1; isenção do imposto de renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais; taxação dos super-ricos; redução da jornada de trabalho; não ao PL da Devastação; não à pejotização irrestrita; e fim do genocídio em Gaza.

Com informações da CUT/RS