No Dia da Visibilidade Lésbica, 29 de agosto, às 17h, o Sintrajufe/RS retransmitirá uma live alusiva à data, organizada pela Jornada Lésbica Feminista Antirracista do RS, que reúne diversas organizações no estado. No mesmo dia, às 15h, a Associação Coturno de Vênus e a Liga Brasileira de Lésbicas, com apoio das organizações Nacionais de Lésbicas e Mulheres Bissexuais, lançarão o I Lesbocenso Nacional.
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O Lesbocenso tem por objetivo recolher informações e subsidiar a formulação de políticas públicas específicas para a população lésbica. A live de lançamento poderá ser acompanhada pelos canais do YouTube e Instagram do LesboCenso Nacional.
As entidades organizadoras do Lesbocenso explicam que a iniciativa busca suprir uma lacuna, uma vez que o Censo do IBGE não traz perguntas sobre a orientação sexual ou a identidade de gênero. A diretora do Sintrajufe/RS Naiara Malavolta Saupe é uma das coordenadoras voluntárias da pesquisa no Rio Grande do Sul.
A invisibilidade demográfica dessa população traz várias consequências, como a ausência de políticas específicas de saúde e de combate à violência motivadas pela orientação sexual (les-bi-transfobia). De acordo com o Dossiê do Lesbocídio, organizado pela universidade do RJ, foram mapeados 126 assassinatos de lésbicas, entre os anos de 2014 a 2017, motivados, exclusivamente, pela lesbofobia. O documento chama a atenção para o grande potencial de subnotificação, ou seja, esses números podem ser bem mais expressivos.
As lésbicas estão em segundo lugar nos registros de violências contra pessoas LGBT. No entanto, esse dado não se configurou, ainda, em políticas efetivas de apoio às vítimas, prevenção e punição aos agressores. Naiara explica que isso acontece, em especial, porque governos, responsáveis pela produção de dados estatísticos, se eximem dessa tarefa, inviabilizando e deixando de atender a essa população e suas especificidades.
O formulário do Lesbocenso estará disponível em formato online a partir do dia 29 de agosto e será aberto a todas as lésbicas maiores de 18 anos e residentes no Brasil. A pesquisa ficará aberta para recebimento de informações até março de 2022.
O questionário pretende coletar informações sobre trabalho, educação, saúde, relacionamentos, relações familiares e redes de apoio que as lésbicas possuem nas diversas regiões do país, além dos dados de violência lesbofóbica sofrida. Posteriormente, numa segunda fase, haverá uma entrevista mais aprofundada com algumas lésbicas, feitas por pesquisadoras lésbicas voluntárias. Mas quem responder ao formulário não terá que participar desta segunda etapa necessariamente.
A meta, no RS, é coletar 3500 formulários, que representam 0,06% de toda a população feminina do estado. Essa meta foi estabelecida a partir de retornos conseguidos em mapeamento específico feito pela Coturno de Vênus, em Brasília, no ano passado. Em todo o Brasil, espera-se um retorno próximo de 67.000 formulários.
Informações:
I LesboCenso NacionalMapeamento de Lésbicas
E-mail: [email protected]
Instagram: @lesbocenso
Contatos: Léo Ribas (41) 99658-8612 (telefone e WhatsApp) e Lelia de Castro (61) 98254-3699 (telefone e WhatsApp)











