Na sexta-feira, 20, foi realizada, em Paulo, a primeira Marcha Nacional da Classe Trabalhadora LGBTQIA+ da Central Única dos Trabalhadores. A atividade, com o tema “Trabalho digno, geração de renda e em defesa da democracia”, fez parte da agenda de atividades da CUT no Mês do Orgulho LGBTQIA+. A diretora Luciana Krumenauer representou o Sintrajufe/RS.
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Centenas de trabalhadores e trabalhadoras participaram. O ato reuniu lideranças sindicais, militantes históricos, artistas e coletivos, reivindicando equidade, atendimento de saúde integral. aposentadoria digna, enfrentamento à violência e combate à informalidade da população LGBTQIA+.
A dificuldade de acesso a direitos básicos foi um dos temas mais abordados durante o ato; e a informalidade foi apontada como um dos maiores entraves à inclusão real. O entendimento é que não há justiça social sem inclusão da diversidade sexual e de gênero no mundo do trabalho e em políticas públicas.
Para Walmir Siqueira, secretário nacional LGBTQIA+ da CUT, a marcha teve papel estratégico. “Todas as vezes que alguém vê a bandeira do seu sindicato em uma manifestação LGBTQIA+, essa pessoa sabe quem procurar. Sabe que tem apoio. Por isso, visibilidade não é só simbólica: ela é ferramenta de proteção, é política de cuidado.”
Ele destacou a importância de reafirmar que a luta LGBTQIA+ é também luta de classe. Nós, LGBTQIA+, somos parte do movimento sindical. Não estamos só sendo ‘apoiados’. Somos militantes, dirigentes, trabalhadores. Marchar com a CUT é mostrar que nossa luta está dentro da estrutura da classe trabalhadora.”
A diretora Luciana Krumenauer avalia que “a marcha é importante porque mostra que a classe trabalhadora é formada por uma diversidade muito grande e tem especificidades. A marcha coloca isso na rua, para construirmos, com a sociedade, com o movimento sindical de todo o Brasil, alternativas e projetos para essa população, tendo em vista o emprego, a saúde, e políticas específicas de inclusão”.
















