SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

VIOLÊNCIA ANTISSINDICAL

Trabalhadores em greve sofrem emboscada; Dia Nacional de Luta do ramo denunciou caso nesta terça, 7

Nessa terça-feira, 7, trabalhadoras e trabalhadores petroleiros de diversas partes do Brasil realizaram um Dia Nacional de Luta em apoio aos funcionários da Refinaria de Paulínia (Replan), no estado de São Paulo, vítimas de graves episódios de violência durante greve. Um dos atos públicos realizados pela categoria ocorreu em Canoas, em frente à Refinaria Alberto Pasqualini (Refap).

A mobilização nacional foi convocada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) como resposta aos episódios recentes de violência durante a greve dos trabalhadores da construção e montagem na Replan, que causaram ferimentos graves em pelo menos três trabalhadores, um deles com risco de perder a visão. O caso ocorreu no final de junho.

A greve foi deflagrada depois que as empresas interromperam a mesa de negociação. Os grevistas lutam por reajuste salarial, melhorias nos benefícios, aumento do vale-alimentação, do café da manhã, da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e da cesta natalina. Conforme relatos dos trabalhadores, a empresa vinham utilizando seguranças privados armados para intimidar os grevistas, situação agrava quando “o veículo utilizado pelo sindicato foi alvo de uma emboscada no trajeto até a refinaria. Segundo as denúncias, cerca de cinco veículos cercaram o carro dos dirigentes sindicais e provocaram uma colisão”, como conta matéria da FUP.

Conforme a Federação, “não é de hoje que a FUP e seus sindicatos denunciam práticas antissindicais das empresas prestadoras de serviço, que agem com truculência e violência em várias unidades do Sistema Petrobras. A grave situação ocorrida na Replan não é um caso isolado. Outros episódios de violência já haviam sido denunciados pelos sindicatos, como as intimidações com seguranças armados durante a greve dos prestadores de serviço da Refap, em fevereiro de 2023, na parada de manutenção”.

No ato em Canoas, a presidente do Sindipetro/RS, Miriam Cabreira, disse que o que ocorreu em Paulínia representa uma escalada inaceitável da violência contra a organização sindical: “é inadmissível que dirigentes sindicais sejam emboscados e trabalhadores sejam espancados por lutarem por direitos. Um deles pode perder a visão de um olho. Isso ultrapassa qualquer limite das relações de trabalho”, afirmou.

Miriam também responsabilizou a Petrobras pela garantia de um ambiente de trabalho seguro. “A Petrobras não pode lavar as mãos dizendo que a responsabilidade é das empresas contratadas. Tudo o que acontece dentro das suas unidades também é responsabilidade da companhia. Foi isso que cobramos na Refap em 2023 e seguimos cobrando agora na Replan.” A dirigente lembrou que os trabalhadores contratados são os mais vulneráveis diante dessas situações. “Muitos perguntam por que eles não estão aqui hoje. Justamente porque são os que mais sofrem com a pressão e as ameaças. Demonstrar solidariedade é fundamental para que saibam que não estão sozinhos.” Ela também relacionou a precarização dos contratos à campanha Reestatiza, Brasil!, defendendo que o fortalecimento de uma Petrobrás pública e integrada é essencial para combater esse tipo de prática.

Com informações da FUP e do Sindipetro/RS

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