Nesse domingo, 14, milhares de pessoas participaram neste domingo da 29ª Parada Livre de Porto Alegre, no Parque da Redenção. Neste ano eleitoral, o evento teve como tema “Nosso orgulho nas urnas”, com foco na defesa da ampliação da representatividade LGBT+ nos espaços de poder e a cobrança por políticas públicas voltadas a essa população. O Sintrajufe/RS foi um dos apoiadores.
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A Parada reuniu movimentos sociais, entidades da sociedade civil, sindicatos, órgãos públicos e parlamentares em uma mobilização de celebração, cultura e reivindicação por direitos. Também houve atendimentos e prestação de informações de órgãos de saúde e jurídicos.
A marcha teve início por volta das 17h e percorreu o entorno da Redenção com seis trios elétricos temáticos voltados à discussão de políticas públicas e direitos sociais: Mulheres no Poder, Escala 5×2, Fim da Terceirização, O PIX É Nosso, SUS para Todes e Democracia Sempre. A programação também contou com apresentações artísticas e foi organizada por 15 entidades do movimento LGBTQIA+. Ao longo da tarde e início da noite, foram mais de 50 atrações locais – incluindo DJs, performances – e nacional, a banda Deja Vu.
Tradicionalmente realizada próximo ao Dia Internacional dos Direitos Humanos, 12 de dezembro, a Parada foi antecipada para junho para fortalecer o debate sobre representatividade antes das eleições. De acordo com levantamento da ONG VoteLGBT, o Brasil conta atualmente com 18 parlamentares assumidamente LGBTQIA+ em mandatos legislativos. Nas eleições municipais de 2024, 225 representantes LGBTQIA+ foram eleitos em 190 cidades de 22 estados brasileiros. Do total, 222 foram eleitos para câmaras municipais e três para prefeituras.
Riscos de retrocesso
Integrante do Coletivo Nuances, entidade responsável pela organização da primeira Parada Livre em 1997, Célio Golin ressaltou a importância histórica da mobilização para a luta por direitos e visibilidade e lembrou a primeira edição do evento, realizada com pouco mais de uma centena de participantes, muitas pessoas tinham medo de participar. Logo depois já havia mais de 1 mil pessoas “e isso mostrou que a visibilidade não só era importante, como era possível”.
Representante da ONG Outra Visão e organizadora do projeto Ocupa Sapatão, Priscila Leotti chamou a atenção para a falta de dados sobre a violência contra mulheres lésbicas e bissexuais. Para ela, a ampliação de políticas públicas é fundamental para enfrentar esse cenário: “O Brasil continua sendo um dos países que mais mata mulheres trans e travestis, mas também precisamos lembrar que mulheres lésbicas e bissexuais sofrem com a violência do machismo, da lesbofobia e da bifobia”.
Luciana Krumenauer, diretora do Sintrajufe/RS e integrante do Coletivo LGBT da CUT e do Coletivo Amora, participou da organização da 29ª Parada Livre. Ela avalia que a atividade levou para o espaço público a discussão sobre a importância de eleger pessoas LGBTs que estejam preocupadas com a causa LGBT. “A organização da Parada procurou mostrar que, em ano de eleição, é necessário falar sobre o peso do voto. Muitas pessoas que lá estavam para participar da caminhada aprovaram o tema demonstraram preocupação com as eleições”.
Com informações de Brasil de Fato
Foto: Thales Renato / Mídia NINJA












