SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

DIVERSIDADE

Maior representatividade LGBT+ nas eleições foi o tema da 29ª Parada Livre de Porto Alegre, que reuniu milhares de pessoas

Nesse domingo, 14, milhares de pessoas participaram neste domingo da 29ª Parada Livre de Porto Alegre, no Parque da Redenção. Neste ano eleitoral, o evento teve como tema “Nosso orgulho nas urnas”, com foco na defesa da ampliação da representatividade LGBT+ nos espaços de poder e a cobrança por políticas públicas voltadas a essa população. O Sintrajufe/RS foi um dos apoiadores.

A Parada reuniu movimentos sociais, entidades da sociedade civil, sindicatos, órgãos públicos e parlamentares em uma mobilização de celebração, cultura e reivindicação por direitos. Também houve atendimentos e prestação de informações de órgãos de saúde e jurídicos.

A marcha teve início por volta das 17h e percorreu o entorno da Redenção com seis trios elétricos temáticos voltados à discussão de políticas públicas e direitos sociais: Mulheres no Poder, Escala 5×2, Fim da Terceirização, O PIX É Nosso, SUS para Todes e Democracia Sempre. A programação também contou com apresentações artísticas e foi organizada por 15 entidades do movimento LGBTQIA+. Ao longo da tarde e início da noite, foram mais de 50 atrações locais – incluindo DJs, performances – e nacional, a banda Deja Vu.

Tradicionalmente realizada próximo ao Dia Internacional dos Direitos Humanos, 12 de dezembro, a Parada foi antecipada para junho para fortalecer o debate sobre representatividade antes das eleições. De acordo com levantamento da ONG VoteLGBT, o Brasil conta atualmente com 18 parlamentares assumidamente LGBTQIA+ em mandatos legislativos. Nas eleições municipais de 2024, 225 representantes LGBTQIA+ foram eleitos em 190 cidades de 22 estados brasileiros. Do total, 222 foram eleitos para câmaras municipais e três para prefeituras.

Riscos de retrocesso

Integrante do Coletivo Nuances, entidade responsável pela organização da primeira Parada Livre em 1997, Célio Golin ressaltou a importância histórica da mobilização para a luta por direitos e visibilidade e lembrou a primeira edição do evento, realizada com pouco mais de uma centena de participantes, muitas pessoas tinham medo de participar. Logo depois já havia mais de 1 mil pessoas “e isso mostrou que a visibilidade não só era importante, como era possível”.

Representante da ONG Outra Visão e organizadora do projeto Ocupa Sapatão, Priscila Leotti chamou a atenção para a falta de dados sobre a violência contra mulheres lésbicas e bissexuais. Para ela, a ampliação de políticas públicas é fundamental para enfrentar esse cenário: “O Brasil continua sendo um dos países que mais mata mulheres trans e travestis, mas também precisamos lembrar que mulheres lésbicas e bissexuais sofrem com a violência do machismo, da lesbofobia e da bifobia”.

Luciana Krumenauer, diretora do Sintrajufe/RS e integrante do Coletivo LGBT da CUT e do Coletivo Amora, participou da organização da 29ª Parada Livre. Ela avalia que a atividade levou para o espaço público a discussão sobre a importância de eleger pessoas LGBTs que estejam preocupadas com a causa LGBT. “A organização da Parada procurou mostrar que, em ano de eleição, é necessário falar sobre o peso do voto. Muitas pessoas que lá estavam para participar da caminhada aprovaram o tema demonstraram preocupação com as eleições”.

Com informações de Brasil de Fato

Foto: Thales Renato / Mídia NINJA