SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

"REVOLTE-SE! PARADA É PROTESTO"

No próximo domingo, 7 de dezembro, acontece a 28ª Parada Livre, em Porto Alegre

Acontece no próximo domingo, 7, a 28ª Parada Livre de Porto Alegre. A concentração começa às 11h, no Parque da Redenção. Com o tema “Revolte-se! Parada é Protesto”, a edição reforça o caráter histórico do evento como espaço de mobilização política da população LGBTI+ na capital gaúcha.

Antes da abertura oficial da Parada, às 10h, o lago da Redenção recebe a segunda edição da corrida drag de pedalinhos, em que drag queens competem pelo título de Rainha do Pedalinho. As vencedoras serão coroadas no palco principal.

A programação contará com 45 artistas, incluindo drag queens, performances, música e poesia. Organizações da sociedade civil e serviços públicos também estarão presentes oferecendo ações de saúde, acolhimento e orientação. A tradicional passeata está prevista para as 15h, acompanhada por oito trios elétricos que percorrerão o entorno do Parque da Redenção.

A Parada Livre de Porto Alegre é organizada por cerca de 20 coletivos e movimentos LGBTI+ e se consolidou como um dos maiores atos de diversidade e defesa dos direitos humanos do Sul do país. A escolha do tema responde ao aumento da violência contra pessoas LGBTI+, especialmente mulheres cis, trans e travestis.

Durante o evento, a Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul (DPE/RS) realizará um mutirão para atendimentos e orientação jurídica voltado aos direitos da população LGBTQIA+, a partir das 13h. De acordo com a entidade, a equipe estará disponível para atendimentos com foco nos direitos, especialmente ao gênero e retificação de nome, à saúde, à liberdade sexual, à não discriminação, entre outros. Os interessados deverão comparecer ao local munidos de documento de identidade, CPF, comprovante de renda e comprovante de residência. Em situações que exigem documentação complementar, a DPE/RS fará a devida orientação.

Para a organização, o chamado desta edição reflete o contexto de aumento da violência contra pessoas LGBTI+, especialmente contra mulheres cis, trans e travestis. “Não estamos nas ruas apenas para celebrar, mas para exigir políticas públicas, enfrentar retrocessos e afirmar que nossas vidas importam”, afirma o manifesto da coordenação. “Violência não é exceção, e resistir é uma forma de viver”.

Com informações da CUT/RS, do Brasil de Fato RS e do Sul 21

Foto: Maria Ana Krack / PMPA