O pré-candidato à Presidência do partido Novo, Romeu Zema, anunciou que seu plano econômico de governo prevê a privatização de todas as estatais federais, como Petrobras, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil. Outros pontos incluem uma nova reforma trabalhista, com jornada de trabalho sem limite e negociação direta entre patrões e trabalhadores, e uma “reforma definitiva” da Previdência, com um gatilho automático que reajustaria a alíquota de modo permanente, conforme a evolução da expectativa de vida da população.
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O programa deve ser lançado em um evento em São Paulo no dia 16 de abril. O coordenador econômico da campanha de Zema é o empresário Carlos da Costa, que foi secretário especial na gestão de Paulo Guedes no Ministério da Economia no governo Bolsonaro.
O plano econômico tem “cinco pilares”: eliminação do chamado “custo Brasil”, flexibilização de regras trabalhistas, redução no tamanho do Estado, queda do juro e da inadimplência e abertura para o comércio exterior. Em entrevista à CNN, Costa afirmou que a nova reforma trabalhista ter por base a flexibilização de normas da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A ideia é possibilitar que as negociações de contratos de trabalho sejam feitas diretamente entre patrões e trabalhadores, com jornadas sem limite e remuneração que pode ser feita até por hora (como o aprovado na reforma trabalhista de Javier Milei, na Argentina), além de total desoneração da folha de pagamento.
Para reduzir o tamanho do Estado, uma das principais propostas é a privatização de todas as estatais federais. Isso incluiria empresas como a Petrobras, a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil, os Correios, entre outros.
Outra medida seria o que Costa chamou de reforma “definitiva” da Previdência: “em vez de reformarmos a cada três ou quatro anos, precisamos de uma regra que ajuste a idade e a alíquota automaticamente conforme a expectativa de vida da população mudar”.
Embora defendida por economistas do grupo ligado a Zema, a desvinculação do reajuste do salário mínimo dos benefícios previdenciários não deve constar explicitamente no documento final. A avaliação da coordenação é que o tema possui um desgaste político elevado.
Com informações de Folha de S. Paulo, CNN e RED












