SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

MEIO AMBIENTE

Cúpula dos Povos começa em Belém com barqueata pela justiça climática; CUT afirma que reforma administrativa vai na contramão da proteção ambiental

A Cúpula dos Povos, evento paralelo à 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), começou nessa terça-feira, 12, com uma barqueata pela Baía do Guajará, em Belém, reunindo milhares de manifestantes em defesa da Amazônia e da justiça climática. O manifesto fluvial abriu oficialmente o encontro, com mais de 15 mil pessoas credenciadas, de movimentos sociais e organizações populares de 62 países. Na sexta-feira, a CUT, entidades das três esferas do serviço público e lideranças indígenas realizarão uma atividade, das 9h às 12h, para dizer não à reforma administrativa e seu projeto de destruição dos serviços públicos.

A barqueata, com cerca de 200 embarcações, percorre cerca de sete milhas náuticas entre a Universidade Federal do Pará (UFPA) e a Vila da Barca, uma das áreas mais vulneráveis da capital paraense. O trajeto, marcado por cantos, cartazes e faixas, é um “manifesto fluvial” das populações que vivem e resistem nas águas e nas florestas da Amazônia.

Entre os participantes estão lideranças indígenas e ribeirinhas de diversas regiões do país, como o cacique Raoni Metuktire e a ativista Alessandra Korap Munduruku. O grupo defende que o enfrentamento à crise climática global deve passar, necessariamente, pelo fortalecimento dos povos tradicionais e pela proteção dos territórios ameaçados por grandes obras e pelo avanço do agronegócio.

A Cúpula dos Povos segue até o próximo domingo, 16. O evento foi estruturado em seis eixos temáticos, entre eles, justiça climática, transição justa e direitos territoriais. Estão incluídas mais de 200 atividades paralelas, organizadas por movimentos do Brasil e do exterior.

Nos próximos dias, os participantes vão elaborar a “Carta de Declaração dos Povos”, documento que reunirá propostas e demandas da sociedade civil. A carta será entregue no encerramento do evento ao embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30, durante uma audiência pública.

Contra a reforma administrativa e o Estado mínimo

Na sexta-feira, 14, a CUT, entidades das três esferas do serviço público e lideranças indígenas realizarão a atividade, “Serviço público forte, meio ambiente protegido: não à reforma administrativa”, das 9h às 12h. O objetivo é “dizer NÃO à reforma administrativa de Hugo Motta e seu projeto de destruição dos serviços públicos”, conforme publicação nas redes sociais.

As entidades sindicais afirmam que “Estado forte é condição para a soberania e proteção ambiental”. A reforma administrativa vai na direção contrária: “fragiliza o Estado, substitui servidores concursados por vínculos precários e abre caminho para a privatização das funções públicas, inclusive nas áreas ambientais e de proteção de direitos coletivos”. A destruição do meio ambiente e os crimes ambientais e transfronteiriços são combatidos por servidoras e servidores públicos, com os povos indígenas e demais povos e comunidades tradicionais.

Na COP 30, as entidades sindicais estão cobrando do governo “uma posição firme contra a PEC 38/2025, da reforma administrativa, pois só há proteção ambiental com serviço público forte e servidor valorizado”.

Com informações da CUT Brasil e da Condsef