No último domingo, 7, centenas de pessoas se reuniram no Largo dos Açorianos, em Porto Alegre, para um ato em defesa da soberania nacional e o 31º Grito dos Excluídos. Convocado pelas centrais sindicais e movimentos sociais, o encontro reafirmou a luta por um Brasil democrático, justo e inclusivo, com foco em pautas como o fim da escala 6×1, a redução da jornada de trabalho, a isenção do imposto de renda até R$ 5 mil e a realização de uma reforma tributária que taxe as grandes fortunas. Muitos colegas da categoria estiveram presentes na atividade. O Sintrajufe/RS esteve presente e levou à atividade uma faixa com os dizeres “Soberania, democracia e direitos – Cadeia para golpistas civis e militares! Sem anistia! – Contra a tentativa de interferência de Trump no Judiciário brasileiro”.
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O ato ocorreu em sintonia com mobilizações em diversas cidades do país, marcando o Dia da Independência com a mensagem de que a verdadeira independência só será possível com justiça social, soberania e democracia.

“Um ato de esperança e afirmação da democracia”
O presidente da CUT/RS, Amarildo Cenci, destacou a importância de unir movimentos sociais, sindicatos e a sociedade em torno de um projeto popular para o país. “Este é um ato nacional em defesa da soberania, para que a gente respeite a democracia, o Estado Democrático de Direito, sem anistiar nenhum criminoso que atentou contra o nosso povo. Também estamos aqui para afirmar as pautas da redução da jornada, o fim da escala 6×1, a taxação das grandes fortunas e a correção da tabela do Imposto de Renda, que já tem 48% de defasagem. É um ato de esperança, de afirmação de um Brasil justo, soberano e democrático, no qual o destino esteja nas mãos do povo brasileiro”, afirmou.

Em Caxias do Sul, os movimentos sociais, sindicais e populares realizaram um desfile logo após o desfile cívico oficial. Com faixas e cartazes, a caminhada levou às ruas as bandeiras pela redução da jornada de trabalho, pelo fim da escala 6×1, pela defesa da soberania nacional, por sindicatos fortes e pela democracia.
Com faixas, bandeiras e palavras de ordem, as mobilizações reforçaram que soberania significa desenvolvimento com inclusão, empregos de qualidade e políticas públicas financiadas de forma justa. Para os movimentos presentes, enfrentar a desigualdade exige mudar a lógica de um sistema que concentra renda e poder, colocando a vida e os direitos acima do lucro.
O ato encerrou com o chamado à continuidade da mobilização popular para conquistar um Brasil democrático, inclusivo e soberano, onde o povo seja protagonista de seu próprio destino.

Em contraste, na avenida Paulista desfilou a bandeira estadunidense
O mesmo dia teve protestos de apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) pedindo anistia aos golpistas de janeiro de 2023, o principal deles na avenida Paulista, em São Paulo. No local, foram vistos cartazes de agradecimento ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump e a Eduardo Bolsonaro, além de palavras de ordem contra o Supremo Tribunal Federal, o ministro Alexandre de Moraes e o presidente Lula. O destaque do ato foi uma grande bandeira dos Estados Unidos que cobriu os manifestantes.
Fonte: CUT/RS












