Em 2025, foram registrados 2,2 milhões de casos de estelionato no Brasil. Esse tipo de crime, que teve aumento de mais de 400% nos últimos anos, inclui os golpes que ocorrem por meio da internet, via computadores pessoais ou smartphones. Os dados são do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).
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Conforme o levantamento, os 2,2 milhões de casos representam aumento de 429% em comparação com 2018, primeiro ano da série histórica. Em relação a 2024, também houve crescimento, de 3,1%. Esse aumento, segundo a entidade, consolida o estelionato como principal crime patrimonial no país, na contramão da queda registrada nos últimos anos em outras formas de roubo, como os de veículos, residências e estabelecimentos comerciais. Especificamente para estelionato por vias digitais, a falta de dados discriminados nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará prejudicam a conta, mas, mesmo assim, há crescimento entre 2024 e 2025, de 286,2 mil para 346,7 mil.
Mesmo com os altos números, o próprio FBSP admite que há grande subnotificação. É o que mostra também pesquisa Datafolha de maio deste ano, que mostrou que 15,8% da população com 16 anos ou mais foi vítima de golpe na internet nos 12 meses anteriores. Isso representa 26,3 milhões de pessoas.
Conforme matéria do jornal Folha de S. Paulo, o estelionato não é apenas um crime cometido de forma isolada por algum indivíduo, mas, em muitos casos, é utilizado em “patamares industriais” por facções criminosas, que chegam a utilizar salas alugadas para aplicar golpes em massa. Isso em um contexto de impunidade: apenas 63,7 mil ações penais foram instauradas pelos Ministérios Públicos estaduais em 2025 e apenas e 4.189 pessoas passaram pelo sistema penitenciário nesse período pelo crime de estelionato, mesmo com 2,2 milhões de registros.
Sintrajufe/RS vem alertando categoria contra golpes
O Sintrajufe/RS tem publicado reiteradas matérias para alertar a categoria sobre diversos tipos de golpes virtuais, alguns inclusive utilizando os nomes do sindicato e do escritório Silveira, Martins, Hübner (SMH), que presta assessoria jurídica à entidade. O Sintrajufe/RS reforça que o escritório não realiza contatos por Whatsapp, nem realiza cobranças.
A orientação é que os números dos golpistas sejam bloqueados, para evitar novos contatos. Em caso de dúvida, antes de responder ou enviar informações para contatos suspeitos, ligue para o Sintrajufe por meio do número (51) 3235-1977.
Os números de contato que os golpistas divulgam nas mensagens não são os números do sindicato nem do escritório SMH. Além disso, nas ações do Sintrajufe/RS, não são feitas cobranças antecipadas de valores sob qualquer justificativa.
Em hipótese alguma dê informações pessoais ou senhas.
Se houver qualquer dúvida ou desconfiança em relação a mensagens que tratem de ações judiciais, entre em contato com o Sintrajufe/RS antes de fazer pagamentos ou dar alguma informação pessoal ou sobre processos judiciais em seu nome. O número do sindicato é (51) 3235-1977.
Com informações da Folha de S. Paulo
Foto: Marcelo Casal/Agência Brasil















