O Cpers, sindicato que representa os trabalhadores e trabalhadoras da educação no estado do Rio Grande do Sul, divulgou nota nesta terça-feira, 29, denunciando graves problemas causados pela terceirização de serviços. Conforme a entidade, trabalhadoras que atuam como merendeiras terceirizadas na rede estadual de educação estão sem receber salários desde março.
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“São meses de incerteza, angústia e dificuldade para garantir o sustento de suas famílias – uma realidade cruel que atinge mulheres, em sua maioria, que dedicam suas vidas ao cuidado e à alimentação das(os) nossas(os) estudantes”, denuncia o Cpers, que também lembra que esse não é um caso isolado. Funcionárias e funcionárias que atuam em diferentes funções nas escolas, sempre de forma terceirizada, têm sido vítimas de reiterados atrasos nos pagamentos.
O sindicato destaca que a terceirização “precariza relações de trabalho, rompe vínculos com a comunidade escolar, impede a valorização profissional e, como agora, deixa trabalhadoras à deriva, sem nenhum amparo – ao mesmo tempo em que abre caminho para a privatização das escolas por meio das Parcerias Público-Privadas (PPPs)”. E critica o governador: “Eduardo Leite (PSD) tem sido cúmplice e promotor dessa tragédia social. Ao insistir na terceirização de funções essenciais como a merenda escolar, transfere a responsabilidade do Estado para empresas privadas com históricos recorrentes de calotes, atrasos e desrespeito”.
Assim como o Sintrajufe/RS defende em todas as oportunidades, o Cpers também aponta, na nota, que é necessário realizar concursos públicos e acabar com as terceirizações. Apenas assim será possível falar em valorização dos serviços públicos e dos trabalhadores e trabalhadoras que prestam esses serviços à população.
Veja AQUI a íntegra da nota.















