Em nota de pesar publicada nesta terça-feira, 22, o Sintrajusc/SC exige a “apuração rigorosa, célere e transparente das circunstâncias” que levaram à morte do servidor Cezar Maurício Ferreira, dentista da Justiça do Trabalho de Florianópolis, ocorrida no início da manhã de sábado. Ele teve um mal súbito enquanto dirigia, mas a polícia, em vez de chamar uma ambulância, confundiu os sintomas de infarto com os de embriaguez. Ferreira foi levado para a prisão, onde morreu horas depois.
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Conforme divulgado pelo Sintrajusc/SC, após confirmação com a família do servidor, o que se sabe é que, durante um deslocamento de carro, na noite de 18 de julho, Ferreira teve um mal súbito, indicativo do ataque cardíaco, que o fez perder a consciência e resultou em uma colisão sem gravidade. Quando a Polícia Militar chegou ao local, os sinais indicativos de infarto – desorientação, dificuldade de comunicação, mal-estar agudo – foram confundidos com “embriaguez ao volante”. Em vez de receber o socorro médico de emergência que a situação exigia, o servidor foi detido e levado para uma cela na Central de Polícia de São José, na Grande Florianópolis.
O registro de entrada na delegacia ocorreu às 20h49. Na manhã seguinte, em torno de 7h40min, Ferreira foi encontrado morto no chão da cela. Somente então o SAMU foi acionado, apenas para constatar o óbito.
“À tragédia da morte, somou-se o descaso”, aponta do Sintrajusc/SC. A família não foi comunicada nem da “detenção” nem do falecimento. Soube da morte por terceiros, horas depois. Devido às circunstâncias, o desejo de Ferreira de ser cremado foi negado. A causa da morte, classificada como “dependente de exames complementares” e tratada como “morte violenta”, tornou a liberação do corpo dependente de autorização judicial, forçando a família a adaptar as últimas homenagens.
A família e os amigos buscam Justiça. “A vida de Cezar não pode e não será reduzida a um número de ocorrência policial. Sua morte clama por respostas e por uma mudança profunda nos padrões de atendimentos da Polícia Militar”, afirma, em nota, o Sintrajusc/SC.
Fonte: Sintrajusc/SC











