SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

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Sintrajufe/RS reúne-se com diretor-geral do TRT e trata de PJe e extinção das CDFs

Na segunda-feira, dia 21, os diretores Lucas Rohde, Silvana Klein e Zé Oliveira reuniram-se com o diretor-geral do TRT, Luiz Fernando Taborda Celestino, para tratar de vários assuntos de interesse da categoria. O primeiro deles foi a situação envolvendo a extinção das distribuições (coordenadorias de distribuição dos feitosCDFs). O DG reafirmou que, nas cidades do interior onde está implementado o processo judicial eletrônico (PJe), as distribuições estão sendo extintas e sua estrutura de cargos e funções, alterada. Ficarão em seu lugar estruturas de apoio, junto às direções do foro, de dois servidores nos locais que tenham até três varas trabalhistas e quatro servidores naqueles locais com mais de quatro VTs. Por enquanto, o que está definido é que, nas duas situações, será mantida apenas uma FC-2 para cada local. A situação de Porto Alegre ainda não está resolvida, disse Luiz Fernando.

O diretor-geral informou que está em estudo a proposta de que quatro postos avançadosCapão da Canoa, Tramandaí­, Nova Prata e Marauvenham a receber os cargos em comissão (CJs), que serão retirados da estrutura das CDFs já extintas. Isso porque esses locais têm uma grande demanda, superior, inclusive, a algumas varas trabalhistas. Apesar de discutir alternativas para não reduzir a estrutura em nenhuma unidade, o sindicato já tinha essa demanda para ampliação dos postos. Luiz Fernando disse que está em curso um estudo geral de equiparação de funções, uma vez que a lei que criou as últimas 17 novas varas não criou as respectivas FCs.

Zé questionou sobre o estudo apresentado pelos colegas da distribuição de Pelotas, em reunião com a presidente do TRT, no último perí­odo, alterando atribuições das atuais distribuições, visando à manutenção de uma melhor estrutura de funcionários e funções. Luiz Fernando informou que o estudo está sendo analisado. Os dirigentes informaram que, nas visitas que têm feito aos locais de trabalho, se verificaram que há atribuições novas, com a implementação do eletrônico, e que é importante fazer uma análise da real situação das CDFs extintas para saber efetivamente qual a demanda de trabalho nessas unidades. O sindicato continuará acompanhando a situação dos locais e dos servidores que estão sendo remanejados ou que permaneceram junto às direções do foro para buscar a melhor alternativa de trabalho para esses colegas.

Os diretores relataram as visitas que o sindicato está fazendo a várias cidades e as crí­ticas ao PJe em quase todos os locais de trabalho. De acordo com o diretor-geral, as crí­ticas são excessivas e uma caracterí­stica do RS, pois o mesmo, segundo ele, não estaria acontecendo no restante do paí­s. De qualquer modo, os diretores reiteraram que os servidores estão tendo muitas dificuldades com o novo sistema e que o sindicato pedirá a suspensão da implementação até que haja mais estabilidade do PJe, melhoria do sistema, planejamento, treinamento e capacitação dos servidores.

Silvana manifestou a preocupação com as condições de trabalho. Ela disse que o volume de trabalho não reduziu com o eletrônico. Zé lembrou a pesquisa realizada pelo Sintrajufe/RS nos Juizados Especiais Federais, que mostrou o adoecimento dos servidores com o uso continuado do computador e que, na última pesquisa, há comprovação de que os colegas da JF, que trabalham há mais tempo com eletrônico, são os detentores dos piores í­ndices de adoecimento na categoria. Os diretores falaram da importância da adoção das pausas e outros hábitos e posturas no trabalho que evitem adoecimentos ou agravamento de doenças. Luiz Fernando disse que houve investimento massivo da administração nas condições de trabalho dos servidores e que as pausas estão sendo analisadas.

São Leopoldo

Quanto à situação da Justiça do Trabalho de São Leopoldo, cujo prédio está em condições bastante ruins, Luiz Fernando disse que a única alternativa que a prefeitura local apresentou foi um terreno próximo ao Trensurb, em frente ao Foro estadual. No entanto, a área foi ocupada totalmente, com construções de alvenaria, o que a inviabiliza. O DG afirmou que o prédio atual será ampliado e que já existe projeto para isso.

Na mesma cidade, os agentes de segurança reclamam de falta de capacitação, principalmente depois da implementação do PJe. Eles são os primeiros a serem consultados pelas partes em busca de informações e não têm como repassá-las. Luiz Fernando considerou essa demanda importante e disse que a levará para administração, o mesmo acontecendo sobre o pedido dos colegas sobre a disponibilização, por parte da administração, de ternos para que usem no ambiente de trabalho.

Foi citada novamente a situação das unidades de Rio Grande, tema tratado na última audiência com a presidente do tribunal. Como o sindicato faria nova visita às unidades no dia seguinte, ficou de retomar o debate com os colegas a partir das informações repassadas pelo diretor-geral sobre a construção de uma nova sede para a JT daquela cidade.

URV

O pagamento administrativo da última parcela da URV, finalmente, pode estar próximo. O DG informou que, desde que o Tribunal de Contas da União determinou a suspensão dos pagamentos em todos os tribunais, está havendo um recálculo de valores do PAE e do ATS dos magistrados e da URV dos servidores, além da VPNI de quintos, item que não tem repercussão na 4ª Região, pois aqui não foram feitos pagamentos dessa parcela. Luiz Fernando acredita que, terminando a revisão pelos regionais, o TCU deve finalizar a avaliação desses cálculos em junho. De maneira otimista, segundo ele, isso apontaria o pagamento da URV para julho próximo.

Reajuste nos restaurantes

O sindicato questionou o reajuste nos valores cobrados nos restaurantes do prédio-sede do TRT e das varas trabalhistas de Porto Alegre. Inclusive lembrou que enviou um ofí­cio à administração sobre o assunto no dia 8. Luiz Fernando disse que a majoração se deve à nova licitação, não havendo qualquer relação com a mudança de local. O sindicato aguardará a resposta formal do tribunal para avaliar a necessidade fazer algum outro encaminhamento.