Na próxima segunda-feira, dia 31, o Sintrajufe/RS e diversos movimentos sociais e políticos irão às ruas de Porto Alegre em uma manifestação contra a anistia aos golpistas e em defesa da prisão e punição de Jair Bolsonaro e os demais envolvidos na tentativa de golpe contra o Brasil. O ato ocorrerá a partir das 17h, na Esquina Democrática, no Centro da capital gaúcha, e tem como objetivo reforçar a importância de responsabilizar aqueles que atentaram contra a democracia no país ontem e hoje.
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O ato acontecerá no 61º aniversário do golpe militar de 1964, que resultou em 21 anos de ditadura no Brasil, com milhares de torturados, mortos e desaparecidos. A data será marcada pela luta e punição de todos os civis e militares responsáveis pela tentativa de golpe em 8 de janeiro de 2023 e pela rejeição à proposta de anistia a golpistas que buscam garantir a impunidade. A manifestação deve lembrar que o Brasil não pode retroceder para tempos de autoritarismo e repressão, reforçando o compromisso com a democracia e a justiça.
A manifestação também destaca a denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus que respondem por organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.
Esses indivíduos, com Bolsonaro na liderança, protagonizaram um ataque à democracia que culminou na invasão e destruição dos prédios dos Três Poderes em Brasília no início de 2023. Além disso, diversos fatos ocorreram antes e durante as eleições presidenciais de 2022, incluindo as blitzes realizadas pela Polícia Rodoviária Federal, que tentaram impedir o direito de voto dos cidadãos, e as suspeitas infundadas sobre a integridade das urnas eletrônicas, disseminadas pelo ex-presidente.
A suspeita infundada sobre as urnas eletrônicas e a invasão aos três Poderes
A desinformação sobre as urnas eletrônicas foi uma das principais armas de Bolsonaro e seus golpistas durante todo o processo eleitoral de 2022, com constantes ataques às garantias democráticas e tentativas de desacreditar as eleições. Foi aí que, em 8 de janeiro de 2023, um grupo de golpistas invadiu os prédios dos três Poderes, em um ato de violência contra o estado democrático de direito.
Ainda, a descoberta da minuta golpista na casa do ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, e a revelação de que o mesmo plano foi discutido no Palácio do Planalto, quando Bolsonaro ainda era presidente, expôs de forma alarmante as intenções de desestabilizar as instituições democráticas. A minuta de um golpe militar, que incluiu propostas para a prisão de ministros do STF, a extinção do Congresso Nacional e a perpetuação de Bolsonaro no poder, foi planejada com a colaboração de chefes das Forças Armadas. Essa trama revelou que o ex-presidente e seus aliados estavam dispostos a subverter a ordem constitucional para manter o controle político do país à força.
O crescimento do “Sem Anistia” no carnaval
O coro por “Sem Anistia” se fortaleceu ao longo dos últimos meses, especialmente durante o carnaval de 2025, quando se espalhou por diversas manifestações populares, com milhares de pessoas nas ruas unidas pelo fim da impunidade para os golpistas. O movimento ganhou ainda mais força com o sucesso do filme Ainda Estou Aqui, que emocionou 5 milhões de espectadores e venceu o Oscar, simbolizando a resistência e a luta pela democracia, ao mesmo tempo em que alimentou a chama de justiça e punição para aqueles que tentaram destruir as instituições brasileiras.
Sintrajufe denunciou ataques aos servidores da Justiça Eleitoral: “Ovelha não é para mato!”
O Sintrajufe/RS ingressou com duas ações judiciais contra Bolsonaro pela campanha de desinformação sobre as urnas eletrônicas e os ataques aos servidores da Justiça Eleitoral. A campanha “Ovelha Não é Para Mato”, organizada pelo sindicato, denunciou as tentativas de intimidação e de intervenção política por parte dos militares, deixando claro que a postura dos militares não pode interferir na política e nos direitos constitucionais da população brasileira. A ação sindical foi essencial para chamar a atenção da sociedade para tentativa de estabelecimento de uma tutela militar sobre o pleito.

A condenação dos golpistas e a necessidade de justiça
A condenação de todos os civis e militares envolvidos na tentativa de golpe de 2023 é uma questão central para o fortalecimento da democracia no Brasil. Isso inclui a responsabilização de todos os golpistas, tanto os de ontem como os de hoje, devem ser punidos severamente, sem anistia, sem perdão. Para a direção do sindicato, a justiça precisa ser feita para que o Brasil não permita que um golpe contra a democracia se repita.
Deputados bolsonaristas obstruem pauta por projeto de anistia
Um dia depois do Supremo Tribunal Federal (STF) tornar Bolsonaro (PL) e mais sete aliados réus o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), colocou em operação o plano de obstruir a pauta do plenário. Nesta quinta-feira, a Câmara tinha quatro projetos na pauta. Dois foram votados e aprovados e os outros dois retirados de pauta. Todos tratavam sobre acordos internacionais e não tinham teor polêmico. Isso demonstra que nada esta decidido, por isso a participação no ato e a pressão por nenhuma anistia para os golpistas segue sendo necessária.
Fonte: G1, Uol e O Tempo















