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Na última semana, o Brasil perdeu um grande lutador. Com histórica militância pela reforma agrária e pelo socialismo, Plínio de Arruda Sampaio faleceu aos 83 anos de idade, tendo entregue sua vida à luta por transformações sociais.
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Plínio começou sua militância política na Juventude Universitária Católica (JUC), da qual foi presidente, tendo participado também, ainda estudante, da Juventude Democrata Cristã e do Movimento Universitário do Desfavelamento. Foi à esquerda católica que permaneceu vinculado durante toda sua trajetória política, seguida após formar-se na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo.
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Deputado federal por três vezes, ainda no fim da década de 1950 Plínio foi subchefe da Casa Civil do governo do Estado de São Paulo, depois secretário de Negócios Jurídicos da Prefeitura da capital paulista. Em 1962, foi eleito deputado pela primeira vez, sendo o relator e dando parecer favorável ao projeto de reforma agrária do governo de João Goulart. O parecer acabou rejeitado pela reacionária Comissão Especial de Reforma Agrária da Câmara dos Deputados. Foi um parlamentar de destaque, até ser cassado pela ditadura em 1964perdeu os cargos de deputado e de promotor público, o qual exercia desde 1954e se exilar no Chile, onde começou a atuar como técnico da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês), trabalhando na reforma agrária daquele país.
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No início da década de 1970, foi transferido pela FAO para os Estados Unidos, realizando missões técnicas na América Latina antes de passar a atuar como consultor da entidade. Durante todo seu exílio procurou articular-se com lideranças internacionais para denunciar a ditadura brasileira. Voltou ao Brasil em 1976 e passou a dedicar-se à construção de um partido socialista, desembocando na criação do Partido dos Trabalhadores (PT), do qual Plínio redigiu a primeira proposta de estatuto.
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Pelo PT, Plínio se elegeu deputado federal mais duas vezes, uma delas na Constituinte de 1988, quando foi líder da bancada do partido. Nesse mesmo período, fundou junto com Betinho e Luciano Mendes de Almeida a Ação da Cidadania contra a Fome e a Miséria, marco de mobilização da sociedade civil brasileira. Seguindo sua militância na esquerda católica e seu foco na atuação nas bases, aproximou-se do MST e das comunidades eclesiais de base da Igreja Católica.
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Na década de 1990 Plínio passa a perceber a questão da democratização da mídia como ponto importante de luta, fundando, em 1996, a Sociedade para o progresso da Comunicação Democrática, que passa a editar o Correio da Cidadaniaprimeiro como jornal impresso e depois como site.
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Em 2005, decidiu desligar-se do PT e filiar-se ao Partido Socialismo e Liberdade (Psol), candidatando-se um ano depois ao governo do estado de São Paulocargo que já tinha pleiteado em 1990, ainda pelo PT. Em 2010, Plínio candidatou-se à Presidência da República, marcando os debates e a disputa nas redes sociais por apresentar propostas de mudanças profundas de forma sempre incisiva.
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Após a campanha, Plínio passou a dedicar-se a palestras, articulações com movimentos sociais e a debater, especialmente com a juventude, um novo projeto de país, participando inclusive das Jornadas de Junho de 2013. Um lutador como poucos, que sempre apoiou a luta dos trabalhadores e da juventude, reconhecido por todos no cenário político brasileiro por sua combatividade, coerência e irresignação com a injustiça social no país.








