Reportagem do site The Intercept Brasil, publicada nesta semana, mostra interesses comerciais pouco transparentes na recente atuação do governo dos Estados Unidos contra o Brasil. Conforme a matéria, o pedido de investigação aberto pelo governo de Donald Trump foi criado por uma advogada que já atuou em um escritório ligado às gigantes da tecnologia, conhecidas como “big techs”.
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O Intercept analisou os metadados, que permitem rastrear onde documentos em PDF, por exemplo, foram produzidos. A investigação aberta pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos teve o arquivo do documento de abertura criado no escritório de uma advogada chamada Catherine H. Gibson, que atualmente é assistente-adjunto da Representação dos EUA para Monitoramento e Execução do Escritório de Comércio dos EUA.
Poucos anos atrás, porém, Gibson trabalhou em um escritório de advocacia e lobby chamado Covington & Burling, um dos maiores escritórios de advocacia dos EUA, com presença internacional, e tem como clientes em ações de grande repercussão a Meta e a Business Software Alliance, a BSA, entidade de lobby que representa big techs como Microsoft e OpenIA. “São empresas diretamente interessadas nos efeitos de possíveis sanções dos EUA ao Brasil, o que reforça a hipótese de que big techs estariam por trás do tarifaço de Trump”, explica a reportagem.
Essa e uma série de outras relações entre Catherine H. Gibson, o escritório Covington & Burling e empresas de tecnologia são descritas na reportagem, disponível na íntegra AQUI e apontam para uma prática conhecida como “porta giratória”. Em casos assim, o trânsito de profissionais, em especial lobistas, entre os setores público e privado, gera influências com potencial problemático e com conflitos que podem prejudicar o interesse público em questões regulatórias, investigações e outras.
No dia 15 de julho, Trump enviou a Lula carta contra o que ele chamou de “caça às bruxas”, em defesa de seu aliado Jair Bolsonaro (PL), que está sendo processado no STF por tentativa de golpe de Estado. A ameaça de tarifa de 50% sobre produtos brasileiros veio acompanhada pelos interesses das big techs e, nesta semana, pelos minérios brasileiros.
Com informações do site The Intercept Brasil
Foto: Marcelo Casal/Agência Brasil













