Marcando os três anos da invasão dos prédios dos Três Poderes em Brasília, momento central da tentativa de golpe em 2023, manifestantes foram às ruas em diversas partes do Brasil nessa quinta-feira, 8. Em Porto Alegre, com participação do Sintrajufe/RS, e em outras cidades, os protestos defenderam punições para os golpistas civis e militares. Também esteve em pauta a soberania brasileira e dos povos, crescentemente ameaçada pelo governo dos Estados Unidos, de Donald Trump.
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As manifestações foram convocadas pela CUT, por outras centrais, sindicatos, movimentos, partidos e frentes. Mais cedo, o presidente Lula (PT) vetara o projeto integralmente de lei da dosimetria, que reduz as penas dos condenados pela tentativa de golpe em 8 de janeiro de 2023, incluindo Jair Bolsonaro e diversos militares, além de outros líderes e participantes do intento golpista e da invasão dos Poderes na capital federal. Os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (REP-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) boicotaram a solenidade de veto e não estiveram presentes. A oposição promete atuar para derrubar o veto no Congresso ou até mesmo anistiar totalmente os condenados pela tentativa de assalto aos três poderes.
Em Porto Alegre, o ato começou na Esquina Democrática e seguiu em caminhada pelo Centro. Durante o ato, manifestantes reafirmaram a necessidade de manter viva a memória dos ataques à democracia, defender a responsabilização dos envolvidos e rejeitar qualquer proposta de anistia ou flexibilização das penas. Palavras de ordem como “Sem anistia, sem dosimetria” marcaram a manifestação. A mobilização também denunciou os ataques do governo dos Estados Unidos à soberania da Venezuela e à autodeterminação dos povos da América Latina, com cânticos e cartazes com dizeres como “Trump, tire suas patas da Venezuela” e “Fora Trump da América Latina”.

A indignação dos manifestantes foi reforçada pela lembrança de que, antes da ação militar na Venezuela, Trump ameaçou reiteradamente o Brasil e chegou a aplicar sanções econômicas e políticas ao país, como a taxação de produtos brasileiros e a aplicação da lei Magnitsky a ministros do STF. Essas sanções estiveram ligadas em primeiro lugar à tentativa de ingerência sobre o julgamento de Bolsonaro, caracterizado pelo governo dos EUA como “caça às bruxas”.
Foram realizadas manifestações também em cidades como Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Natal, Cuiabá, Belém e Aracaju.
Com informações da CUT, CUT/RS e Sul 21













