SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

Comissão

Integrantes da Comissão de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Moral e ao Assédio Sexual da JFRS apontam expectativas de atuação

Na primeira reunião da Comissão de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Moral e ao Assédio Sexual da JFRS, os e as integrantes apontaram suas expectativas quanto à atuação da comissão nos próximos dois anos. O Sintrajufe/RS foi representado pela diretora Luciana Krumenauer.

A reunião, online, ocorreu no dia 19. Na ocasião, foi ressaltada a necessidade de atividades de formação para nivelar o conhecimento sobre o tema. O grupo discutiu sobre os fluxos de trabalho a serem implementados, principalmente no sentido de acolher e encaminhar as denúncias dentro da instituição. Todas as denúncias serão debatidas no grupo, mantida a confidencialidade, para preservar as pessoas envolvidas.

Luciana Krumenauer sugeriu que seja dada atenção especial para setores mais frágeis quanto à representação, que são estagiários, estagiárias e trabalhadoras e trabalhadores terceirizados. Ela informa que a comissão está estudando a possibilidade de criação de um canal direto para recebimento de denúncias.

Colegas eleitas pela categoria falam sobre importância do trabalho da comissão

As colegas Elisa Tassi, da JF Passo Fundo, e Magali Dantas, da JF Porto Alegre, foram eleitas pela categoria como representantes na comissão. Elas falaram ao Sintrajufe/RS sobre as expectativas em relação ao trabalho que será desenvolvido nos próximos dois anos.

Elisa Tassi

Em primeiro lugar, quero agradecer a confiança depositada em mim pelos colegas que, com seu voto, me elegeram para representá-los nessa comissão. Este é, sem dúvida, um desafio imposto a toda a sociedade e que o Judiciário finalmente encampou.

Penso que todos os envolvidos nessa comissão dividem a sensação de que é possí­vel implantar no Judiciário a ideia, tão debatida atualmente, de que somos todos iguais e que o respeito deve vir de todas as direções. Estar eventualmente subordinado em virtude do cargo que ocupa não é, de forma alguma, estar subjugado a alguém.

Devemos compreender que o assédio tem a ver com falta de respeito e empatia. As pessoas não precisam, necessariamente, amar umas às outras… mas respeito é essencial. Respeito que vem desde um cumprimento, passa pelo reconhecimento das individualidades, com a troca de ideias e compartilhamento de visões do mesmo problema, e termina na consciência de que não existem castas dentro do Judiciário.

E é nisso que penso quando vêm à mente o combate e a prevenção ao assédio, e acredito que seja esta também a ideia dos colegas que me colocaram nessa comissão. Por tudo isso, encaro esse desafio como uma oportunidade í­mpar de também fazer parte dessa mudança sistêmica que se inicia no Judiciário, em especial na Justiça Federal do RS.

Magali Dantas

É um privilégio e um enorme desafio ter sido eleita como representante dos servidores e das servidoras da capital para compor a Comissão de Enfrentamento ao Assédio Moral e Sexual da JF. Privilégio, pois mostra a confiança dos colegas e desafio, porque, para começar, nomear o assédio é algo que as instituições (e as pessoas) têm muita reserva em fazer. Por questões culturais e em função da complexidade das relações de poder, preferimos chamar de colega com problema , chefe difí­cil , adoecimento no trabalho , exigência , sobrecarga e outros nomes.

Quando se pode contar com um mecanismo formal, com atribuições e processos de trabalho definidos, tratamento adequado de situações disfuncionais e denúncias, como é a comissão, vai-se criando uma cultura institucional de prevenção, ao passo que há potencial para o aumento da confiança no processo de gestão de pessoas, com o correto encaminhamento e solução de conflitos dessa natureza.