SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

MEMÓRIA, VERDADE E JUSTIÇA

Federação Judicial Argentina homenageia 56 colegas desaparecidos durante a ditadura no país

Na última semana, a Federação Judicial Argentina (FJA), que representa os trabalhadores e trabalhadoras do Judiciário argentino, realizou uma homenagem aos colegas presos e desaparecidos durante a ditadura que ocorreu de 1976 a 1983. A homenagem aconteceu durante o 52º Congresso Ordinário da FJA.

A FJA inaugurou, em sua sede, uma placa em memória dos 56 desaparecidos e desaparecidas da categoria. A homenagem se dá no ano em que o golpe militar na Argentina completa 50 anos, e, conforme a entidade, foi uma reafirmação do compromisso da FJA “com a memória, a verdade e a justiça, e com a construção de uma sociedade mais justa e igualitária”. A Federação também escreveu que a apresentação da placa “conclui um árduo trabalho de reconstrução de memória, que implicou no cruzamento de dados entre diferentes filiais e o esclarecimento do marco histórico e biográfico de várias das vítimas”.

A homenagem teve a presença de dirigentes de 18 filiais do país e de outras entidades sindicais e de defesa dos direitos humanos. O secretário-geral da FJA, Matías Fachal, disse que “efetivamente, esses companheiros integram essa lista por estarem fazendo exatamente o que fazemos nós: por sua participação sindical, por ter militância política e por abraçar a revolução e a luta por justiça social”.

O secretário adjunto da FJA, Federico Cortelletti, acrescentou que “essa é uma medida necessária ao exercício da memória, para conhecer de onde viemos, de onde vêm nossas ferramentas sindicais. No contexto atual, no qual enfrentamos um governo negacionista, nós temos que pegar esse exemplo e responder com mais organização e com mais valentia”. Já o co-secretário da FJA, Daniel Pérez Guillén, apontou que “essa homenagem representa um trabalho incansável sobre a reconstrução dos fatos. Deve servir não apenas para olhar para trás, mas para nos direcionar para a frente, tem que ser a renovação do nosso compromisso com o legado desses companheiros, que deram o que tinham de mais valioso”.

Com informações da FJA