SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

“MÃE DAS REFORMAS”

Faria Lima quer novas mudanças na Previdência; presidente do Bradesco defende reforma permanente

O presidente do conselho de administração do banco Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, defendeu, nessa segunda-feira, 11, uma reforma do “Estado de bem-estar social brasileiro” que envolva a reforma da Previdência. Em evento do jornal O Estado de S. Paulo em Nova York, ele afirmou que “a reforma do modelo social da Previdência precisa ser um processo que não para”.

O presidente do Bradesco disse que devido à redução do número de trabalhadores com carteira assinada, o “pacto das gerações” já não sustenta a Previdência Social no Brasil. Ele foi além ao dizer que “os modelos previdenciários do mundo são do século 19”.

Trabuco também defendeu uma “reconfiguração” dos programas sociais, a fim de entender “aquilo que cabe no orçamento”.

“Sonho”, lucro e demissões

Em 2017, Trabuco afirmou, em entrevista, que a reforma da Previdência “é quase uma mãe de todas as reformas”. Ele também defende outras reformas que precarizam a vida e reduzem a presença do Estado no atendimento a necessidades básicas da população. Exemplo foi o artigo que publicou em 2021, em O Estado de S. Paulo, afirmando que a reforma administrativa e outras reformas estruturais eram um sonho e que era preciso resgatá-lo.

O lucro líquido recorrente do Bradesco atingiu R$ 6,811 bilhões no primeiro trimestre do ano de 2026, o que representa alta de 16,1% em relação ao mesmo período de 2025 e crescimento de 4,5% no trimestre.

De acordo com um relatório do banco, este é o nono trimestre consecutivo de aumento no lucro. No entanto, para os trabalhadores bancários, a situação é bem diferente. De acordo com Marcio Rodrigues, diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo, “ao invés de valorização, recebem em troca sobrecarga de trabalho, adoecimentos pelas metas abusivas, insegurança e medo da demissão.

A holding Bradesco encerrou o 1º trimestre de 2026 com 80.348 funcionários (sendo 68.822 bancários), com fechamento de 3.017 postos de trabalho em doze meses (entre os bancários, foram fechados 3.131 postos de trabalho no período). No trimestre, foram fechados 1.747 postos (sendo 1.728 de bancários). De acordo com o sindicato, foram fechadas 346 agências.

Com informações de O Estado de S. Paulo e Sindicato dos Bancários de São Paulo

Foto: Lula Marques/Agência PT