Na tarde desta terça-feira, 24, a Fenajufe participou de audiência pública na Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público (CTASP) da Câmara dos Deputados, para tratar da reposição salarial de servidores e servidoras. Estavam presentes representantes de diversas categorias do funcionalismo federal.
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O Sintrajufe/RS teve seu pedido de participação aprovado; no entanto, devido ao grande número de solicitações por parte de entidades, foram priorizadas entidades nacionais. A Fenajufe foi representada pelo coordenador Roberto Policarpo.
A ausência de representantes do governo federal foi destacada pelo dirigente. Eles deveriam estar aqui para responder às nossas indagações , disse Policarpo, afirmando que a gente sabe por que eles não estão. Eles têm medo do debate, não se colocam, não negociam .
Policarpo lembrou que, na Comissão Permanente de Carreira do Conselho Nacional de Justiça, a Fenajufe defendeu que o Judiciário já colocasse no seu orçamento para 2022 o montante necessário para fazer a recomposição salarial. Infelizmente, o Judiciário, por uma posição política, não fez. Porque tinha espaço no orçamento para fazer a inclusão do reajuste emergencial para a nossa categoria , afirmou.
O dirigente destacou o trabalho com a Frente Parlamentar do Serviço Público e a luta com as demais categorias do serviço público: é necessário que a gente entenda que só a nossa unidade é capaz de fazer com que não tenha reajuste zero. Foi assim que a gente derrotou a reforma administrativa, a PEC 32 .
Somente com luta será possível reverter, por exemplo, a reforma da Previdência que confiscou salários, aumentando as alíquotas. Precisamos em um curto espaço de tempo rever essa reforma da Previdência, revisitá-la para revogar vários pontos que são tão nocivos não só aos servidores públicos, mas também aos trabalhadores que recebem pelo INSS.
Ao final, Policarpo ressaltou que hoje não tem 5%; o que nós temos hoje é zero. Nesta Casa, não chegou nenhum projeto de revisão geral das carreiras. Tá anunciando uma hora, outra hora dizem que não tem, e o tempo vai passando, e na medida que o tempo passa o que o servidor fica é com o congelamento salarial .
















