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CULTURA

Com curadoria de jornalista do Sintrajufe/RS, exposição “Agrito” será inaugurada nesta terça, 3, no Centro Cultural da Ufrgs

Será inaugurada nesta terça-feira, 3, no Centro Cultural da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), a exposição “Agrito”, da artista visual, muralista e escritora Brunna Alexsandra. A exposição tem como uma de suas curadoras a jornalista do Sintrajufe/RS Rosane Vargas. A abertura será às 19h, na Sala Nogueira do Centro Cultural, que fica na rua Eng. Luiz Englert, 333.

A entrada é gratuita e a mostra permanece aberta para visitação até o dia 17 de abril, de segunda a sexta-feira, das 9h às 19h. A ação foi contemplada no Edital de Ocupação 2025 do Centro Cultural da Ufrgs.

A exposição reúne retratos em grande formato, com telas que chegam a dois metros de largura. As figuras representadas não correspondem a pessoas específicas. Elas sintetizam experiências e questões ligadas à representatividade, identidade e pertencimento, com foco na mulher negra. A monumentalidade das obras, de acordo com a proposta curatorial, opera como estratégia de amplificação de vozes historicamente silenciadas. O título da mostra nasce de um verbo criado pela própria artista. “Agritar”, em sua definição, ultrapassa a ideia de gritar. Trata-se, segundo Brunna Alexsandra, de uma amplificação coletiva de vozes marginalizadas. Entre essas vozes, ela destaca as de mulheres negras, cujas trajetórias são atravessadas por desigualdades de gênero e raça no Brasil.

Um dos eixos centrais da exposição é a participação ativa do público. Durante o período da mostra, visitantes poderão registrar suas respostas à pergunta “o que te faz agritar?” em um mural coletivo. A proposta é transformar a experiência individual em manifestação compartilhada, ampliando o sentido do verbo criado pela artista.

A mostra marca a primeira exposição individual de Brunna Alexsandra em um espaço exclusivamente dedicado à arte e à cultura. Graduada em Enfermagem pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul em 2012, a artista construiu uma trajetória que articula a experiência com o corpo biológico à investigação estética. Segundo ela, foi a partir do “contato profundo com a teoria do corpo fisiológico” que seu olhar sobre o humano começou a se aprofundar. “Minha forma de entender o humano se dá a partir do corpo. Minhas metáforas em tela começam pelo corpo”, explicou em entrevista ao Brasil de Fato RS.

A curadoria é assinada por Rosane Vargas e Izis Abreu. Além de jornalista do Sintrajufe/RS, Rosane é historiadora da arte, doutoranda e mestra pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da Ufrgs. Atua como curadora do Programa Público do projeto Oríkì – Arte Afrodiaspórica e é organizadora de publicações e seminários voltados à relação entre arte, política e democracia. No ano passado, ela foi premiada na categoria Destaque Ações de Educação On-Line/Acadêmica do 17º Prêmio Açorianos de Artes Plásticas, por seu trabalho no seminário “Mulheres e o Ensino de Arte no Brasil”, realizado em março de 2023.

Izis Abreu desenvolve pesquisas articulando teorias feministas negras, afrodiaspóricas, decoloniais e da Teoria Crítica da Raça. Foi coordenadora do acervo do Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul e integrou o núcleo de curadoria do Museu de Arte do Rio Grande do Sul.

Com informações do Brasil de Fato RS