No último sábado, 4 de julho, Dia da Independência dos Estados Unidos, centenas de milicianos da Frente Patriótica, grupo supremacista branco, participaram livremente das comemorações em Washington, capital do país. Classificada pelo jornal The Guardian como “grupo de ódio fascista”, a frente defende transformar os EUA em um Estado étnico branco e tem membros acolhidos pelo MAGA, movimento que sustenta o governo de Donald Trump.
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Durante a marcha, os supremacistas agitavam bandeiras confederadas (referência aos estados sulistas brancos que lutaram contra o norte na Guerra de Secessão no país, no século 19, e eram contra o fim da escravidão) enquanto gritavam frase como “Reconquistem a América!”.
Em 2022, Morgan Moon, pesquisador especialista em grupos extremistas, disse ao Guardian que “nenhum outro grupo supremacista branco atuando nos EUA hoje é capaz de se equiparar à capacidade da Frente Patriótica de produzir mídia, mobilizar pessoas em todo o país e financiar suas atividades”.
Fortalecidos por Trump
Segundo Sandra Cohen, em artigo no g1, os grupos de extrema direita se viram fortalecidos no primeiro mandato de Trump. Em um protesto em Charlottesville, na Virgínia, em 2017, seus ativistas atropelaram um grupo de manifestantes pacíficos, mataram uma mulher e feriram dezenas de pessoas. Na época, Trump afirmou que “pessoas muito boas dos dois lados”. Depois disso, foi criada a Frente Patriótica.
Outro momento de fortalecimento para os supremacistas ocorreu no segundo mandato de Trump, quando 1.600 simpatizantes condenados pelo ataque ao Capitólio, em janeiro de 2021, receberam indultos, entre eles líderes e integrantes dos grupos neofascistas Proud Boys e Oath Keepers.
“Este respaldo do governo se encaixa na forma com que a milícia Frente Patriótica reapareceu e circulou livremente em Washington durante as comemorações do Dia da Independência”, afirma Cohen.
Conforme o Guardian, a Frente Patriótica ganhou visibilidade ao longo dos anos, à medida que pessoas ligadas a organizações de supremacia branca foram amplamente acolhidas pelo governo Trump.
Com informações de g1 e The Guardian
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