Nesse domingo, 24, trabalhadores e trabalhadoras se mobilizaram em diversas partes do Brasil pelo fim da escala 6×1 e pela redução da jornada de trabalho. Em Porto Alegre, o Sintrajufe/RS participou do ato. Mobilizações ainda estão previstas para mais cidades nos próximos dias, enquanto, em Brasília, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (REP-PB), disse que o texto final deverá prever transição de até um ano.
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Além de Porto Alegre, o final de semana teve atividades com essa pauta em cidades como Campo Grande, Florianópolis, Salvador, Fortaleza, São Luís, Belo Horizonte, Recife e Curitiba. Para esta segunda-feira, 25, estão previstos atos em Vitória, São Luís, Cuiabá, Rio de Janeiro, Aracaju e São Paulo. Para quarta-feira, foram marcadas mobilizações em Teresina, Osasco e Sorocaba.
O ato em Porto Alegre foi realizado no Parque da Redenção nesse domingo, 24. A CUT, o Sintrajufe/RS, outras centrais e sindicatos, movimentos sociais, partidos e parlamentares organizaram a atividade. Por meio de cânticos, faixas, cartazes e “pirulitos”, os e as manifestantes defenderam que os trabalhadores e as trabalhadoras tenham mais tempo livre fora do trabalho com o fim da escala 6×1 “já” e a redução da jornada de trabalho sem redução de salário. Também denunciaram as tentativas de setores do Congresso, em aliança com o grande empresariado, de descaracterizar os projetos que tratam desses temas.
Votação do relatório deve ser nesta segunda-feira
A mobilização ocorre em um momento decisivo do debate no Legislativo. A expectativa é de que a proposta sobre o tema avance durante a semana na Câmara dos Deputados. O cronograma prevê a leitura do relatório na segunda-feira, votação na comissão na terça e análise no Plenário na quarta-feira. O movimento sindical avalia que a pressão popular será fundamental para impedir tentativas de adiar a medida e garantir avanços concretos para a classe trabalhadora.
Nesta segunda-feira, 25, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, disse, após reunião com o presidente Lula (PT), que o parecer deve prever a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem corte de salários, e um período de transição de um ano, com uma implementação escalonada, com redução inicial de duas horas após 60 dias da promulgação da PEC e mais duas horas ao fim de 12 meses.
Emendas propõem dez anos de transição
Na discussão em torno do texto final, estão em disputa temas como possíveis transições e compensações às empresas. Na última quarta-feira, 20, líderes de partidos de oposição e do “centrão” que haviam apresentado emendas descaracterizando a proposta de fim da escala 6×1 e de redução da jornada de trabalho recuaram e pediram a retirada de uma dessas emendas. A outra, porém, não foi retirada: ela determina que a mudança só ocorra dez anos após a publicação da nova lei e cria uma categoria de “atividades essenciais”, a ser regulamentada em lei complementar, que ficaria de fora das mudanças, mantendo as atuais escala e jornada de trabalho.
Veja abaixo os deputados do RS que queriam que a transição fosse de dez anos:
| Afonso Hamm | (PP/RS) |
| Alceu Moreira | (MDB/RS) |
| Any Ortiz | (PP/RS) |
| Bibo Nunes | (PL/RS) |
| Franciane Bayer | (REP/RS) |
| Giovani Cherini | (PL/RS) |
| Lucas Redecker | (PSD/RS) |
| Luiz Carlos Busato | (União/RS) |
| Marcel van Hattem | (Novo/RS) |
| Marcelo Moraes | (PL/RS) |
| Mauricio Marcon | (PL/RS) |
| Osmar Terra | (PL/RS) |
| Pedro Westphalen | (PP/RS) |
| Sanderson | (PL/RS) |
| Sérgio Turra | (PP/RS) |

Fonte: CUT













