SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

CONCURSO PÚBLICO

Até 2026, governo federal prevê contratar 20 mil novos servidores via concurso, fora as contratações nas universidades e IFES

A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), Esther Dweck, disse que o atual mandato do presidente Lula (PT) deverá terminar, em 2026, com 20 mil novos servidores públicos contratados via concurso. As declarações foram dadas em entrevista publicada no último domingo, 14, no jornal Correio Braziliense.

Dweck disse que, desde 2016, houve uma perda de 76 mil servidores. Conforme explicou, parte é fruto da transformação digital, mas outra parte precisa ser reposta. Por isso, o orçamento de 2026 autoriza a contratação de 11.382 novos servidores e servidoras, o que levará o total de contratados em quatro anos a mais de 20 mil. Esse número não inclui, ainda, as mais de 22 mil contratações previstas nas universidades e institutos federais, realizadas diretamente pelo Ministério da Educação.

A ministra falou também sobre as nomeações resultantes do primeiro Concurso Público Nacional Unificado (CPNU1): “estamos contratando muita gente e ainda vamos homologar o restante das carreiras do CNPU que tinham curso de formação. No geral, praticamente homologamos todos os 6 mil aprovados. Agora estamos na fase, nos próximos dias, de publicar os atos para chamar excedentes de várias áreas”, disse. Para o próximo ano, outras 3.652 vagas serão preenchidas pelo CNPU2.

“Projeto da reforma administrativa é do Legislativo”

Perguntada sobre a reforma administrativa, Esther Dweck repetiu o que tem dito em declarações recentes: não se trata de um projeto conjunto e o governo não está negociando os pontos das propostas que serão encaminhadas pelo grupo de trabalho criado por Hugo Motta (REP-PB) e coordenado por Pedro Paulo (PSD-RS): “o projeto que está sendo discutido no âmbito do GT é do Legislativo, e temos sido chamados a contribuir. O deputado Pedro Paulo tem ouvido muita gente, ele ouve bastante o Executivo, mas não é um projeto conjunto, é um projeto do Legislativo”, disse a ministra.

Marcha a Brasília em defesa dos serviços públicos

As três esferas da CUT estão preparando uma Marcha à Brasília, no final de outubro, com o objetivo de impedir qualquer retrocesso para os serviços públicos e os direitos dos servidores sinalizados na reforma preparada por Hugo Motta e Pedro Paulo. Moção aprovada no final de agosto, na 17ª Plenária Estadual da CUT/RS, afirma que “uma verdadeira reforma administrativa deveria servir para melhorar o atendimento à população e as condições de trabalho, não para precarizar o serviço prestado, privatizar, terceirizar e flexibilizar as formas de contratação”. E segue: “a reedição dos conceitos da PEC 32/2020, as terceirizações, a profusão de contratos temporários precários para driblar os concurso público, a flexibilização da estabilidade, a meritocracia e o desprezo aos servidores aposentados devem ser rechaçados de imediato”. O desenvolvimento da reforma administrativa proposta pelo Legislativo demonstra que o combate aos penduricalhos e privilégios da magistratura, por exemplo, começa a ficar de lado, para entrar em pauta ataques ao funcionalismo.

Com informações do Correio Braziliense

Fonte: Agência Brasil