Nesta quarta-feira, 30, o governo dos Estados Unidos, de Donald Trump, fez novas movimentações contra a soberania do Brasil. Trump oficializou a tarifa de 50% aos produtos brasileiros, com um decreto no qual defende Jair Bolsonaro (PL), réu em processo por tentativa de golpe de Estado. No mesmo dia, mais cedo, os Estados Unidos já haviam aplicado novas sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
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O governo estadunidense sancionou a aplicação, contra Moraes, da lei Magnitsky, utilizada para punir cidadãos estrangeiros. Segundo o governo Trump, passam a estar bloqueados todos os eventuais bens ou empresas de Alexandre de Moraes nos EUA. O ministro também não pode realizar transações com cidadãos e empresas dos EUA, inclusive usando cartões de crédito de bandeira estadunidense. Para justificar a medida, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, mencionou uma suposta “caça às bruxas” tendo Bolsonaro como alvo por parte de Moraes.
A defesa de Bolsonaro é um dos temas centrais dos ataques recentes do governo Trump à soberania brasileira. Também nesta quarta, foi oficializada a medida que já vinha sendo anunciada: a taxação de 50% sobre produtos brasileiros, pelos Estados Unidos. Há exceções: artigos de aeronaves civis, veículos, alguns produtos agrícolas, entre outros.
No comunicado divulgado pela Casa Branca, mais uma vez o julgamento de Bolsonaro no STF é mencionado. O texto cita, também, as decisões sobre responsabilização das redes sociais. Nos últimos dias, o governo Trump também manifestou interesse em minerais em solo brasileiro para produção de satélites, aviões e diversos equipamentos tecnológicos. Além disso, os Estados Unidos, atendendo ao interesse das empresas de cartões de crédito, abriram investigação contra o Pix.
1º de agosto terá atos pelo país em defesa da soberania nacional, direitos da classe trabalhadora e fim do genocídio; Porto Alegre já tem atividade marcada
Nesta sexta-feira, 1º de agosto, a CUT, outras centrais sindicais, movimentos sociais e partidos realizam mobilizações em todo o Brasil. O objetivo é defender a soberania do país frente aos ataques do governo dos Estados Unidos, de Donald Trump, e reivindicar uma série de pautas relacionadas a direitos dos trabalhadores e trabalhadoras.
Em Porto Alegre, o ato será às 18h, na Esquina Democrática. Estão confirmadas atividades em diversas outras capitais.

Também estarão em pauta no dia de mobilizações: fim da escala 6×1; isenção do imposto de renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais; taxação dos super-ricos; redução da jornada de trabalho; não ao PL da Devastação; não à pejotização irrestrita; e fim do genocídio em Gaza.
Veja AQUI as informações completas sobre essas pautas.
Veja abaixo a íntegra do comunicado
| ENFRENTANDO UMA EMERGÊNCIA NACIONAL: Hoje, o Presidente Donald J. Trump assinou uma Ordem Executiva implementando uma tarifa adicional de 40% sobre o Brasil, elevando o total da tarifa para 50%, para lidar com políticas, práticas e ações recentes do Governo do Brasil que constituem uma ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional, à política externa e à economia dos Estados Unidos. A Ordem declara uma nova emergência nacional usando a autoridade do Presidente sob a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional de 1977 (IEEPA) e estabelece uma tarifa adicional de 40% para enfrentar as políticas e ações incomuns e extraordinárias do Governo do Brasil que prejudicam empresas americanas, os direitos de liberdade de expressão de cidadãos americanos, a política externa dos EUA e a economia americana. A Ordem conclui que a perseguição política, intimidação, assédio, censura e processos judiciais contra o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro e milhares de seus apoiadores constituem graves abusos de direitos humanos que minaram o Estado de Direito no Brasil. USANDO INFLUÊNCIA PARA PROTEGER NOSSOS INTERESSES: O Presidente Trump reafirmou consistentemente seu compromisso de defender a segurança nacional, a política externa e a economia dos Estados Unidos contra ameaças estrangeiras, incluindo a proteção da liberdade de expressão, a defesa de empresas americanas contra coerção censória ilegal e a responsabilização de violadores de direitos humanos por seu comportamento fora da lei. Recentemente, membros do Governo do Brasil tomaram ações sem precedentes para coagir de forma tirânica e arbitrária empresas americanas a censurar discurso político, remover usuários de plataformas, entregar dados sensíveis de usuários americanos ou alterar suas políticas de moderação de conteúdo sob pena de multas extraordinárias, processos criminais, congelamento de ativos ou exclusão total do mercado brasileiro. Isso compromete não apenas a viabilidade das operações comerciais de empresas americanas no Brasil, mas também a política dos Estados Unidos de promover eleições livres e justas e proteger direitos humanos fundamentais dentro e fora do país. Por exemplo, desde 2019, o Ministro do Supremo Tribunal Federal do Brasil, Alexandre de Moraes, tem abusado de sua autoridade judicial para ameaçar, perseguir e intimidar milhares de seus opositores políticos, proteger aliados corruptos e suprimir dissidências, frequentemente em coordenação com outros membros do STF, em prejuízo de empresas americanas que operam no Brasil. — O Ministro Moraes emitiu unilateralmente centenas de ordens para censurar secretamente seus críticos políticos. Quando empresas americanas se recusaram a cumprir essas ordens, ele impôs multas substanciais, ordenou a exclusão dessas empresas do mercado de redes sociais no Brasil, ameaçou seus executivos com processos criminais e, em um caso, congelou os ativos de uma empresa americana no Brasil para forçar o cumprimento. — De fato, além de prender indivíduos sem julgamento por postagens em redes sociais, o Ministro Moraes está atualmente supervisionando o processo criminal do Governo do Brasil contra Paulo Figueiredo, residente nos EUA, por declarações feitas em solo americano, e apoiou investigações criminais contra outros cidadãos americanos após eles denunciarem suas graves violações de direitos humanos e corrupção. O Presidente Trump está defendendo empresas americanas contra extorsão, protegendo cidadãos americanos contra perseguição política, salvaguardando a liberdade de expressão americana contra censura e protegendo a economia americana de ser sujeita a decretos arbitrários de um juiz estrangeiro tirânico. COLOCANDO A AMÉRICA EM PRIMEIRO LUGAR: Ao impor essas tarifas para enfrentar as ações imprudentes do Governo do Brasil, o Presidente Trump está protegendo a segurança nacional, a política externa e a economia dos Estados Unidos contra uma ameaça estrangeira. Em linha com seu mandato eleitoral, o Presidente Trump também tomou outras medidas para alcançar a paz por meio da força e garantir que a política externa reflita os valores, a soberania e a segurança dos EUA. No primeiro dia de mandato, o Presidente Trump assinou uma “Diretiva de Política América Primeiro” ao Secretário de Estado, declarando que a política externa dos Estados Unidos deve sempre priorizar os interesses da América e de seus cidadãos. Em conformidade com essa diretiva, em 28 de maio de 2025, o Secretário Rubio anunciou uma política de restrição de vistos direcionada a estrangeiros responsáveis pela censura de expressão protegida nos Estados Unidos. De acordo com essa política, em 18 de julho, o Presidente Trump ordenou ao Secretário Rubio que revogasse os vistos pertencentes ao Ministro Moraes, seus aliados no Tribunal e seus familiares imediatos por seu papel em permitir as violações de direitos humanos contra brasileiros e violações de liberdade de expressão contra americanos. Preservar e proteger os direitos de liberdade de expressão de todos os americanos e defender empresas americanas contra censura forçada continuará sendo prioridade na estratégia de política externa América Primeiro do Presidente Trump. O Presidente Trump já utilizou tarifas com sucesso no passado para promover os interesses da América e enfrentar outras ameaças urgentes à segurança nacional, e está fazendo isso novamente hoje. |
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil













