SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

CAMPANHA SALARIAL

Jornal diz que governo estuda três alternativas em relação à reivindicação de reposição salarial dos servidores; nenhuma delas atende ao pedido da campanha salarial unificada

Matéria do jornal Correio Braziliense informa, nesta sexta-feira, 8, que o governo de Jair Bolsonaro (PL) está estudando três possibilidades para tratar a questão da reposição salarial exigida pelos servidores e servidoras. Nenhuma delas, porém, atende à reivindicação unificada das categorias, que pedem 19,99%, í­ndice relativo apenas às perdas observadas durante o atual governo.

Três alternativas, nenhuma atende os trabalhadores

Conforme o jornal, a primeira alternativa é usar os recursos reservados no Orçamento deste ano, de R$ 1,7 bilhão, que estavam destinados para a reestruturação da carreira dos policiais federais, e distribuir um auxí­lio alimentação de R$ 400 para todos os servidores ativos. A segunda é usar esse mesmo montante para o reajuste dos policiais, que abririam mão de uma parte da verba para incluir os servidores da Receita Federal ” que estão em operação padrão ” e os do Banco Central . A terceira alternativa, por fim, seria um reajuste linear de 4% a 5% para todos os servidores.

De qualquer forma, as opções que estariam sendo estudadas pelo governo não dão conta do que está sendo reivindicado. Nos estados e em Brasí­lia, servidores e servidoras vêm aumentando a pressão para repor ao menos as perdas relativas aos anos de governo Bolsonaro e que somam quase quatro vezes os 5% referentes à terceira opção . Em relação à primeira alternativa , não apenas o valor não atende à reivindicação, mas também deixaria de fora aposentados, aposentadas e pensionistas, já que o reajuste seria aplicado apenas ao auxí­lio alimentação.

O governo, porém, não dá sinais de que quer ouvir as categorias. No dia 1º de abril, quando representantes dos servidores finalmente foram recebidos, a resposta governamental foi de que não abriria um processo de negociação com as categorias. Apesar da insistência dos sindicalistas, não houve qualquer proposta ou sinalização de evolução nas discussões por parte do governo.

Ao mesmo tempo, no final de março o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, e o procurador-geral da República, Augusto Aras, encomendaram levantamentos técnicos para avaliar a possibilidade de oferecer reposição salarial aos servidores e servidoras do Judiciário Federal e do Ministério Público da União (MPU). Esse caminho, porém, só poderá ser avançado com mobilização. E é preciso ter pressa: considerando-se o perí­odo eleitoral, a legislação define o dia 4 de julho como prazo legal para a aprovação da reposição salarial neste ano.

Segue a luta pelos 19,99%

Por isso, na tarde de quinta-feira, 7, a Frente dos Servidores Públicos do RS, entidades representativas das servidoras e dos servidores públicos das três esferas e centrais sindicais reuniram-se para tratar do calendário unificado de mobilização por reposição salarial. Foi definida a realização de um ato público e a construção de um calendário, que será divulgado nos próximos dias nos meios de comunicação do Sintrajufe/RS.